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Pico do Evereste alcançado por ‘sherpas’ pela primeira vez desde início da pandemia

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O topo do Monte Evereste foi alcançado por 12 ‘sherpas’, pela primeira vez desde o início da pandemia, e um destes montanhistas​​​​​​​, Kami Rita, estabeleceu um novo recorde ao subir a montanha mais alta do mundo pela 25ª vez.

Os ‘sherpas’, montanhistas que abrem as rotas para facilitar a subida de outros alpinistas, chegaram ao cume por volta das 18:00 locais (13:15 em Lisboa) de sexta-feira, disse à EFE o diretor da agência de escalada Seven Summit Treks, Mingma.

A mesma fonte destacou ainda “o feito recorde” de Kami Rita, que subiu a montanha pela 25.ª vez e pretende escalar o Evereste na próxima semana novamente, pela 26.ª vez.

Kami Rita, de 52 anos e que fez a sua primeira subida em 1994, com 24 anos, vai tentar a nova conquista ao liderar a escalada de uma equipa indiana de montanhistas até ao topo.

De acordo com a Seven Summit Treks, a primeira época favorável à escalada começa a 12 de maio.

Este ano, 408 pessoas receberam licenças para escalar o Evereste, um número recorde que supera o limite anterior de 381 concedido em 2019.

Em 2020 não foram concedidas licenças, devido à pandemia de covid-19, para evitar a disseminação do vírus.

Mas, apesar do otimismo dos primeiros meses deste ano, o Nepal está agora a passar por uma segunda vaga da pandemia, com os casos a dispararem de 298 por dia, há um mês, para 9.023 na sexta-feira, um novo máximo diário, segundo informou o Ministério da Saúde.

A subida de sexta-feira ocorreu durante um possível surto de coronavírus no acampamento base do Evereste, uma situação que as autoridades nepalesas negam.

O primeiro caso positivo confirmado no acampamento foi o de um alpinista norueguês, que em 15 de abril se queixou de tosse, febre e outros sintomas de covid-19, e foi imediatamente transportado de avião para um hospital em Katmandu, onde foi posteriormente diagnosticado com covid-19, forçando-o a abandonar a expedição.

Posteriormente, pelo menos um outro alpinista testou também positivo, causando preocupação no acampamento, onde vivem cerca de 1.500 pessoas, incluindo nepaleses que ajudam alpinistas estrangeiros, como guias ou cozinheiros.

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