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Portugal

Pessoas com deficiência manifestam-se por uma vida mais independente 

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Cerca de 30 pessoas com deficiência manifestaram-se hoje em frente ao Ministério da Solidariedade e Segurança Social, em Lisboa, a favor de uma vida mais independente e exigiram apoios.

A manifestação, convocada pela Associação CVI – Centro de Vida Independente – gerida unicamente por pessoas com deficiência e responsável por implementar a filosofia de Vida Independente – ocorreu no âmbito da celebração do Dia Europeu da Vida Independente.

Em declarações à Lusa, o presidente da CVI, Jorge Falcato, defendeu que “a vida independente não é só assistência pessoal”, sendo por isso necessárias “condições políticas, sociais, económicas e ambientais para que as pessoas com deficiência tenham a possibilidade de exercer esse poder”. 

A ex-vice-presidente e atual sócia da CVI, Diana Santos, tem a mesma visão, considerando que os projetos-piloto feitos até ao momento, que dão assistência pessoal, para apoiar a vida independente, chegaram ao país com 50 anos de atraso e são insuficientes.

“Temos pessoas com muito poucas horas [de apoio] para aquilo que realmente necessitam. Só cerca de 30% das pessoas é que podem ter mais de 40 horas por semana de assistência pessoal. Pessoas com maiores limitações não conseguem viver em autonomia com essas horas e ficam da mesma forma dependentes das suas famílias”, sublinhou.

Para Diana Santos “a assistência pessoal para pessoas com mais limitações físicas é a base” para se conseguir exercer a cidadania, mas uma lei que esteja em Orçamento de Estado não deve ser apenas “um apoio domiciliário ‘gourmet'” e falta também uma lei de quotas que “seja realmente eficaz”.

Além de exigirem mais apoios, os manifestantes pretendem melhores condições de acessibilidade, mais liberdade e poder de decisão – que lhes permita escolher o/a assistente pessoal -, para diminuir a dependência das famílias e promover a vida independente das pessoas com deficiência.

A campanha nacional, criada pelo coletivo para recordar a importância de garantir uma vida independente para todas as pessoas com deficiência, começou a 25 de abril nas redes sociais, passou pelo dia do trabalhador, a 01 de maio, onde se destacaram as questões do emprego e culminou no dia de hoje com três concentrações em Lisboa, Porto e Vila Real.

Além das manifestações, a CVI procurou envolver os cidadãos a partir da página de Facebook da associação, com diretos dos eventos, e programou para as 21:00 uma exibição ‘online’, em estreia, do documentário “Deficiência e Vida Independente em Portugal”, da autoria do CES – Universidade de Coimbra, seguida de debate.

 “A discussão em torno deste documentário, do que é a vida independente e do que nós queremos é um contributo para mais tarde termos uma lei que realmente corresponda aquilo que as pessoas com deficiência realmente necessitam”, concluiu o presidente da CVI.

Os últimos contactos feitos pela CVI ao Governo foram um abaixo-assinado e uma carta aberta, subscrita por mais de 80 organizações da área da deficiência, que foi enviada à ministra da saúde, à Direção Geral da Saúde, ao primeiro-ministro e à Assembleia da República.

“As únicas respostas que tivemos foram do primeiro-ministro e do Presidente da Assembleia da República a dizerem que tinham reencaminhado a informação. Não houve uma única resposta direta”, referiram.

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