O pescador Jaime Oliveira, de 63 anos, foi acusado de falsificação de documentos depois de enganar o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) na recolha de amostras de amêijoa-japonesa no Tejo, entre 2022 e 2025.
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Em vez de recolher amêijoas na zona indicada, entregava bivalves de outras origens e fornecia dados falsos sobre hora, temperatura e profundidade da água.
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A fraude só foi descoberta quando a Polícia Marítima recolheu amostras reais e as enviou para análise ao Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, que revelou contaminação por Salmonella e E. coli.
O consumo destas amêijoas provocou 348 internamentos em Portugal e noutros países da Europa, incluindo Alemanha, Suécia, Irlanda e Grécia.
Jaime Oliveira, que explora a empresa Tagus Plus, também vendia amêijoa para Espanha, esclarece o Correio da Manhã.
A Polícia Marítima e a ASAE apreenderam mais de 2,5 toneladas de amêijoa e, em janeiro, a Direção-Geral de Recursos Marítimos cancelou licenças de apanha de amêijoa-japonesa no Tejo, considerada espécie invasora.
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