Coimbra

“Pensão a céu aberto” em Coimbra. “Deixa arder”? Outra vez!

António Alves | 6 meses atrás em 26-10-2023

Os vizinhos do edifício que acolheu a antiga Pensão Lorvanense, no número 27 da rua da Sota em Coimbra, estão a ficar preocupados com a sua degradação. Sem telhado e o colapso de um dos pisos, o entulho resultante desta situação é visível do exterior e levou à quebra de alguns dos vidros no piso de entrada do prédio.

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A situação tem vindo a piorar com o passar dos dias e, com a chegada do mau tempo, há o risco de colocar em risco todos aqueles que ali passam a pé ou, até mesmo, de carro. Por exemplo, parte da parede frontal junto ao telhado já caiu, valendo na ocasião a varanda do edifício. Mas, com o amontoar de entulho naquela zona, existe o perigo de começarem a cair bocados da parede na rua.

Recorde-se que o edifício ardeu por completo na noite de 14 de fevereiro de 2021. Nesse dia, nove pessoas estariam a morar naquela residencial quando as chamas tomaram por completo o espaço e puseram em sobressalto os edifícios vizinhos.

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As primeiras informações davam conta de que não havia vítimas, uma vez que os nove moradores da pensão encontravam-se todos no exterior do prédio. Mas, durante a operação de rescaldo, os bombeiros encontraram um corpo carbonizado que mais tarde se veio a saber ser de um homem de 73 anos.

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Feitas as investigações, por parte da Polícia Judiciária, foi possível saber que o incêndio teve origem criminosa e que a autora foi uma mulher de 47 anos. Na noite de 14 de fevereiro de 2021, acompanhou um homem até ao seu quarto, onde comeram e beberam vinho.

Aproveitando a saída momentânea do homem do quarto, ateou o fogo que provocou a vítima mortal. No julgamento, que terminou em novembro de 2021, a autora do incêndio foi condenada a uma pena de sete anos e quatro meses de prisão pelo crime de incêndio agravado pelo resultado.

De acordo com a acusação, a arguida estava também acusada de um crime de incêndio na forma tentada, relativo a outro episódio, em janeiro desse ano, em que ateou um fogo no quarto do seu antigo companheiro. O Tribunal não deu como provado que tenha sido a arguida, que estava em situação de sem-abrigo, a ser a autora desse incêndio no Hotel Avenida.

O Notícias de Coimbra questionou o município sobre a possibilidade do proprietário já ter entregue um projeto na autarquia para a requalificação do edifício, mas a autarquia respondeu que “não deu entrada nos serviços municipais qualquer projeto de remodelação relativo ao edifício da antiga pensão Lorvanense, no número 27 da rua da Sota, em Coimbra”.

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