O Município de Penela está a efetuar uma análise técnica para avaliar a amplitude dos danos causados pelas tempestades nas vias municipais e para poder preparar as intervenções a realizar.
A análise incidiu especialmente na Estrada Municipal (EM) 562, que liga São Sebastião a Penela, e na rua de Valoiro, na vila, que estão interditas e “apresentam abatimentos de grandes dimensões”, informou a Câmara num comunicado.
O estudo está a ser feito com o apoio técnico do Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade (Itecons).
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A Câmara Municipal afirmou que, apesar de “estar a dar o máximo de prioridade à análise e planeamento das intervenções” nestas vias, “não é possível indicar qual o prazo para que a situação seja resolvida”, pela “dimensão dos danos e pela necessidade de estabilização das condições meteorológicas”.
Eduardo Nogueira dos Santos, presidente da Câmara Municipal de Penela, pediu a “melhor compreensão possível a todos os que viram as suas rotinas diárias alteradas devido aos condicionamentos nestas vias”, em especial na EM 562 que “se afigurava como a principal alternativa” ao IC3, que também “se encontra interdito entre a rotunda dos Bombeiros Voluntários de Penela e o cruzamento para o Espinheiro”.
“A Câmara Municipal está a trabalhar para procurar soluções adequadas e seguras para, logo que seja possível, iniciar as intervenções que são necessárias nestas vias”, sabendo que são relevantes para cidadãos, empresas e instituições do concelho, referiu o autarca citado no comunicado.
Os trabalhos no IC3 (itinerário que integra a A13, que liga Coimbra a Tomar) estão a ser definidos pela Infraestruturas de Portugal, adiantou o autarca daquele município do distrito de Coimbra.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.