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Penacova acusa Infraestruturas de Portugal de “desconsideração” nas obras do IP3 (com vídeos)

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A Câmara Municipal de Penacova acusa a Infraestruturas de Portugal (IP) de “desconsideração” no processo das obras no IP3, que começaram esta quinta-feira e cortam a circulação nos dois sentidos, entre o nó de Penacova e o de Miro, ao longo das próximas três semanas. O município fala de “insensibilidade” e de sinalização deficitária. O Notícias de Coimbra fez os dois percursos alternativos (IC2 e EN17) neste primeiro dia da intervenção.

Em declarações aos jornalistas, a vice-presidente da autarquia, Magda Rodrigues lamentou que o processo de diálogo com a IP, “apesar de intenso”, não tenha corrido bem e que a empresa não “tenha sido sensível a grande parte das preocupações” apresentadas pelo município. “A exigência de trabalho noturno ou a de duplicação de turnos, a de manter um corredor de segurança ao longo da Nacional 2 ou do próprio IP3 não foram atendidas”, assim como “a própria sinalização das vias foi algo a que a IP não foi tão sensível quanto gostaríamos”, referiu a responsável. 

“Apesar do escasso diálogo que a IP se permitiu, o município  tudo fará para diminuir o tempo de obra e mitigar os transtornos inerentes à mesma. Assinalamos que se trata de mais uma forma de desconsideração pelo nosso território que não podemos deixar de lamentar”, rematou a autarca que se fez acompanhar dos vereadores Magalhães Cardoso, com os pelouros da Mobilidade e Transportes e das Obras e Equipamentos Municipais, e Carlos Fonseca, com as pastas da Educação e Ação Social.

A vice-presidente explicou que a Câmara Municipal de Penacova, “ciente dos impactes negativos que a obra irá provocar, articulou-se com várias entidades no terreno”, nomeadamente com os Bombeiros, descentralizando uma equipa de Penacova para Hombres durante o dia de forma a garantir uma resposta mais imediata, assim como com o agrupamento de escolas.

“Ainda que tal fosse da responsabilidade da IP, entidade que está sob a alçada do Governo e do Ministério das Infraestruturas, a Câmara Municipal colocou sinalização diversa e deslocou mesmo uma equipa de bombeiros para a zona mais afetada do concelho pelo corte da via”, reforçou Magda Rodrigues. 

Também Magalhães Cardoso revelou que a autarquia criou um plano de desvios próprio, já que o da IP aponta para “percursos bastante mais demorados no tempo e deixava de fora um conjunto das necessidades locais”, referindo que “aldeias do concelho estavam completamente fora do plano de desvios” da empresa estatal.

Sublinhando que em média as alternativas propostas pela IP aumentam o percurso em 30 minutos, o vereador lamentou “não ter havido acompanhamento atempado e efetivo das propostas” feitas pelo executivo. “Apareceram pessoas em sítios impensáveis o que nos leva a crer que o plano de sinalização não está feito da melhor forma”, acrescentou. 

O NDC fez neste primeiro dia de obra as duas alternativas propostas pela IP. Seguindo pela EN17 até S. Martinho da Cortiça e depois pelo IC6 até ao Nó da Raiva do IP3. O percurso demorou cerca de uma hora (pelo caminho habitual fazia-se em metade do tempo). Já pelo IC2 até à Mealhada, seguindo pela EN234 pelo Luso em direção a Mortágua e depois pela EN228 até ao IP3, o trajeto fez-se numa hora e 30 minutos, ou seja mais uma hora. Nas vias alternativas foi possível constatar um aumento do tráfego automóvel, principalmente no que respeita a veículos pesados. 

A autarquia criou também desvios locais. “Tendo em conta que o IP3 e a Nacional 2, estão cortadas o município usou as estradas disponíveis”, frisou Carlos Fonseca, salvaguardando que se trata de um desvio local por “estrada de montanha” e não muito adequado a “trânsito pesado intenso”. O vereador esclareceu ainda que foi feita sensibilização junto das escolas para não serem realizados “testes no primeiro tempo da manhã” porque se um autocarro escolar e um pesado se cruzarem poderão haver atrasos.

Apesar de lamentarem a “falta de disponibilidade da parte do dono da obra para acolher algumas compensações, por exemplo, aos transportadores”, todos os elementos do executivo concordam que a “obra tem de ser feita” para resolver “um problema de segurança que a todo o momento pode causar danos muito graves” e acreditam que o prazo de três semanas estabelecido pela IP vai ser cumprido. 

 

Veja o direto NDC com as declarações da vice-presidente e dos vereadores da Câmara de Penacova:

Veja o direto NDC no desvio do Nó de Miro:

 

 

Veja os diretos NDC no percurso alternativo pela Estrada Nacional 17:

(Sentido Coimbra/Viseu: o trânsito será desviado pela EN17, até S. Martinho da Cortiça, seguindo depois pelo IC6 até ao Nó da Raiva do IP3; Sentido Viseu/Coimbra: o desvio ocorrerá no sentido inverso.)

 


 

Veja os diretos NDC no percurso alternativo pelo IC2: 

(Sentido Coimbra/Viseu: o trânsito será desviado pelo IC2 até à Mealhada, seguindo pela EN234 pelo Luso em direção a Mortágua, e depois pela EN228 até ao IP3; Sentido Viseu/Coimbra: o desvio ocorrerá no sentido inverso.)

 

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