Coimbra
Pedro Chagas Freitas reage ao caso da mulher no chão das urgências em Coimbra
Imagem: Instagram
O autor Pedro Chagas Freitas publicou nas suas redes sociais um desabafo sobre o caso da mulher, doente oncológica em fase terminal, que foi obrigada a deitar-se no chão do Hospital da Universidade de Coimbra, enquanto aguardava atendimento nas urgências.
A mulher vivia com dores constantes e dependia de dispositivos médicos, mas, devido à falta de macas, foi deixada no chão, numa cena que chocou o país.
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“Dizem-me que isto aconteceu em Portugal, nas nossas barbas, nos nossos olhos, na nossa falta de vergonha, na nossa animalidade gananciosa. Podia ser a minha mãe, a vossa mãe, o vosso filho, o vosso pai, o vosso melhor amigo. Podia ser um de nós”, escreve
No seu texto, Pedro Chagas Freitas acusa o sistema de saúde e os decisores públicos de estarem a tentar destruir o Serviço Nacional de Saúde (SNS) para permitir a privatização e a busca por lucro. Ele apela aos profissionais de saúde para que não desistam, destacando o trabalho essencial dos médicos, enfermeiros e outros trabalhadores, que lutam contra um sistema que parece querer enfraquecer a saúde pública em favor de interesses económicos.
“Eu digo que querem assassinar o Serviço Nacional de Saúde. (…) . Não deixem. Não podemos deixar. Não desistam, por favor”, afirma.
Pedro Chagas Freitas, no final da publicação, partilha uma petição que, segundo o autor, pode ser ” uma tentativa de caminho” e apela para que as pessoas assinem.
A petição pede uma revisão das políticas públicas e a responsabilidade dos decisores em garantir que as decisões do Estado respeitem a Constituição, especialmente em áreas essenciais como a saúde. A proposta inclui medidas legislativas para reforçar a fiscalização e a responsabilização por danos previsíveis e evitáveis, além da adoção do princípio da “Saúde em Todas as Políticas”, que defende a consideração dos impactos na saúde em todas as decisões públicas, não se limitando apenas ao setor da saúde.
A petição sublinha que as falhas do sistema de saúde não são apenas falhas técnicas, mas sim uma violação dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição.
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