Coimbra

Pedida pena máxima para brasileiro que matou guineense em Coimbra

Notícias de Coimbra | 6 anos atrás em 11-05-2018

“As alegações finais” do processo em que é julgado Elisio Junior Souza Soares (Junior) acusado de matar Rudnilson Esmaiel Pereira Mendes Soares (Isma) junto à discoteca Avenue, em 2017, decorrem hoje, 11 de março, no Palácio da Justiça de Coimbra.

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Elisio Junior no Tribunal de Coimbra

O caso remonta a 8 de janeiro de 2017, dia em que este jovem brasileiro disparou 14 tiros contra um homem de 30 anos, Isma, tido como segurança informal no Avenue Club, depois de se ter gerado uma discussão seguida de agressão entre a sua namorada e a gerente da discoteca de Coimbra.

Neste processo 9/17.5JACBR são arguidos Elisio Junior Soares (acusado de homicídio qualificado), Thaís  De Abreu (a namorada de Junior que agrediu gerente de discoteca), Marcos Henriques (dono da arma ilegal usada por Junior) Jorge  Simão (padrasto de Juniorque terá ajudado a fugir o assassino e a namorada).

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O Ministério Público pediu hoje uma pena máxima (25 anos de prisão) para Junior Souza por diversos crimes, entre os quais o de homicídio qualificado.

Junior Souza pediu desculpa pelo que fez, tendo salientado que não é preciso vir para aqui chorar para dizer que está arrependido. A Juiza ouviu e deu a entender que não era preciso fazer teatro, mas que não notou sinais de arrependimento.

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O advogado João Palmeirão, defensor de Junior Souza,  diz que “a acusação está eivada de inverdades”.

Falta aqui uma personagem muito importante, que esteve aqui a falar como testemunha via Skipe, mas devia estar aqui como arguido, alega João Palmeirão ao referir-se a Victor Cruz.

Considera impossível que Junior tenha ido buscar a arma à Geria. Acredita que a arma do crime estava no carro do crime e era propriedade de Victor Cruz, o condutor da viatura. “Andava com essa arma no carro”, conclui o advogado.

Embora o Ministério Público tenha dito que Isma não apresentava ferimentos originados por uma viatura, o advogado lembra que Victor Cruz afirmou que tinha passado com o carro por cima da vitima mortal.

Por tudo isto, João Palmeirão pede “extração de certidão” para a justiça julgar Victor Cruz.

A advogada da namorada de Isma (ferida durante a ocorrência) lamentou que Victor Cruz, o condutor da viatura que transportou o assassino, não tenha sido constituído arguido, o que se deverá ao facto deste ter colaborado com a Polícia Judiciária.

Ao justificar o pedido de indemnização cível, Manuela Ferreira afirma que a sua constituinte “está em queda livre”. Teme que acabe em tragédia.

A procuradora pediu ainda a condenação Thaís, Marcos e Jorge, que são acusados de vários crimes. Por decisão do tribunal,  a quem pediram para não estarem presentes na audiência, os 3 arguidos não ouviram o que foi dito pela representante do Ministério Público. 

O advogado de Thais (a namorada de Junior que antes do crime se envolveu numa briga com a “gerente da discoteca”) aproveita as suas alegações para voltar a questionar a postura da responsável do estabelecimento de diversão noturna, procurando assim “desculpar” a agressão perpetrada pela sua cliente.

O jurista argumenta que Thais agiu em desespero, “depois de se ver desamparada no meio de tantos homens” no interior e exterior do Avenue.

No dia 30 de maio será lida “a setença” que ditará o futuro dos 4 arguidos.

Recordamos que Junior não falou  no inicio do julgamento, tendo optado por depor na última audiência.

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