Portugal

Pecuária quer “resposta preventiva robusta” contra doença que afeta bovinos

Notícias de Coimbra com Lusa | 22 minutos atrás em 13-03-2026

A Federação Nacional das Cooperativas de Produtores Pecuários (Fenapecuária) pediu hoje uma “resposta preventiva robusta” contra a Dermatose Nodular Contagiosa (DNC), que afeta bovinos, após terem sido detetados focos em Espanha.

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“Na sequência da confirmação de focos de DNC em explorações bovinas em Espanha, a Fenapecuária alerta para o risco acrescido da introdução desta doença em território nacional e apela ao reforço imediato das medidas de vigilância e biossegurança”, lê-se numa nota hoje divulgada.

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Os produtores pecuários pedem uma “resposta preventiva robusta”, baseada no controlo, na monitorização dos efetivos e na aplicação de medidas de biossegurança e planos de contingência rigorosos, “particularmente em eventos que envolvam concentração ou movimentação de animais”.

A federação mostrou-se ainda disponível para colaborar com o Ministério da Agricultura na adoção e implementação de medidas que mitiguem o risco da entrada desta doença em Portugal.

Em fevereiro, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) esclareceu que não existem casos de DNC em Portugal, apesar de a água acumulada favorecer a proliferação de insetos.

Segundo os dados divulgados à data, a circulação deste vírus constatou-se, recentemente, no sul de França, com o último foco reportado em 02 de janeiro, e no norte de Espanha em 07 de janeiro.

A DGAV sublinhou que situações de água acumulada e humidade podem favorecer a proliferação de insetos vetores.

Contudo, avisou que estes fatores não significam, por si só, que exista um risco sanitário imediato.

Em Portugal, mantém-se em vigor o reforço da vigilância clínica e não se aplicam novas restrições a movimentação de animais.

A vacinação preventiva não é possível, sendo apenas permitida a vacinação de emergência em zonas de restrição ao redor do foco confirmado, bem como em áreas que confinam com estas.

A DMC, que afeta bovinos e certas espécies de ruminantes selvagens, como o búfalo de água, é causada pelo vírus da família ‘Poxviridae’, transmitido por insetos como moscas, mosquitos e carraças.

O vírus também pode ser transmitido através do contacto direto entre animais doentes e sãos ou através de água e alimentos contaminados.

No caso dos bovinos, a doença costuma manifestar-se com sintomas como febre, anorexia, salivação excessiva, corrimento óculo-nasal, diminuição da produção de leite e perda de peso.

Podem surgir lesões cutâneas na forma de nódulos e tumefações.

A taxa de mortalidade ronda os 10%.

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