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Política

PCP diz que políticas de igualdade do PS são “faz de conta”

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O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje que as políticas de igualdade preconizadas pelo PS são “soluções de faz de conta” e que a maioria absoluta vai dificultar respostas reais.

“As soluções preconizadas pelas políticas de igualdade de PS e União Europeia são soluções de faz de conta e não força motora de avanço nos direitos das mulheres, mas branqueamento das responsabilidades da política de direita”, disse Jerónimo de Sousa, durante um almoço com mulheres comunistas, em Lisboa.

O secretário-geral comunista acrescentou que “não faltarão as promessas de igualdade” por parte do Governo socialista, mas classificou-as como “meras operações de cosmética” que carecem de “qualquer alcance social na necessária elevação das condições de vida e de trabalho das mulheres”.

Jerónimo de Sousa considerou também que, com a maioria absoluta, o PS vai ao encontro dos “grandes interesses económicos” e que essa aproximação significará um “agravamento da exploração, das desigualdades e das discriminações”.

A realidade do país, continuou, é assinalada “pelo agravamento do custo de vida, pelos baixos salários e pensões”, e também pela “forte persistência da pobreza” que existe entre as mulheres, “muitas delas famílias monoparentais”.

O secretário-geral do PCP disse ainda que a direita persiste em justificar as desigualdades e discriminações com “fatores históricos e culturais ancestrais”.

“Fatores que não se negam, mas que não podem servir para desculpabilizar a política de direita nesse combate, pelas opções que faz (…). É a política de direita que, favorecendo práticas discriminatórias sobre as mulheres, replica essas práticas na relação homem-mulher na família e na sociedade”, completou.

Por isso, Jerónimo de Sousa disse que é necessária a “igualdade no acesso de todas as mulheres aos serviços públicos, funções sociais e de soberania do Estado”, e também a “promoção da saúde sexual e reprodutiva das mulheres” no Serviço Nacional de Saúde.

Para a direção comunista também faltam “adequados apoios sociais e de acesso à Justiça” para as mulheres vítimas de violência doméstica.

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