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Política

PCP defende reforço do SNS e aumento dos salários e pensões

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O PCP nomeou a valorização dos salários e pensões, para contrariar o “aumento do custo de vida”, e o reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS) como prioridades para o próximo Orçamento do Estado.

Contactada pela agência Lusa, a deputada comunista Paula Santos, que vai ser a líder parlamentar do PCP durante a próxima legislatura, disse que uma das prioridades do Governo socialista que inicia funções na próxima semana é “travar o aumento do custo de vida”.

Paula Santos sustentou que os preços dos combustíveis e de bens essenciais têm vindo a aumentar “de uma forma avassaladora”, por isso, na ótica do PCP, é necessário “valorizar os salários e pensões”.

“É absolutamente essencial para assegurar a elevação das condições de vida de todos”, completou a parlamentar.

A deputada comunista, eleita pelo círculo de Setúbal, acrescentou que também é prioritário “salvar o SNS”, através da adoção “de medidas para contratar e fixar profissionais de saúde no Serviço Nacional de Saúde, de forma a assegurar que as consultas, as cirurgias, os tratamentos e os exames sejam realizados a tempo e horas”.

Paula Santos advogou, no entanto, que o Orçamento do Estado tem de fazer parte de uma resposta mais holística do Governo, exemplificando que o aumento dos salários tem de ser acompanhado pelo combate à precariedade: “A instabilidade no trabalho é instabilidade na vida”.

A “resposta global aos problemas” do país, continuou a futura líder da bancada do PCP, também passa pela “intervenção do Estado” no mercado de habitação, através da “disponibilização de habitação pública”, e no arrendamento, “para assegurar a estabilidade dos contratos de arrendamento e que os valores de arrendamento são compatíveis com os valores dos rendimentos das famílias”.

Paula Santos também prometeu a intervenção dos comunistas durante a discussão do Orçamento do Estado com as propostas que o partido considere necessárias, mas disse que o PCP apenas entrará em detalhe depois de conhecer o documento.

O PCP votou contra a proposta de Orçamento do Estado para 2022 (OE2022) na generalidade, que acabou ‘chumbado’. A votação deste Orçamento vai ser a primeira em que o PCP não vai ‘contar’ desde que António Costa formou Governo, em 2015, uma vez que a maioria absoluta do PS nas eleições legislativas de 30 de janeiro permite a aprovação da lei orçamental apenas com os votos da bancada socialista.

No entanto, o primeiro-ministro referiu em várias ocasiões que privilegiaria o diálogo com todos os partidos, exceto o Chega.

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