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Política

PCP acusa Governo de “arrastar os pés” em medidas que já deviam estar em vigor

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O secretário-geral do PCP considerou hoje que o Governo tem tido “muita pressa” nas negociações para o Orçamento do Estado para 2022, mas está “muito atrasado e a arrastar os pés” em medidas que já deviam estar em vigor.

“A proposta [do Orçamento do Estado para 2022] ainda não existe. O que existe são medidas que deviam ser concretizadas e que estão plasmadas na discussão e na votação do Orçamento do Estado de 2021, que tardam em concretizar. Há aqui uma contradição: muita pressa a pensar no [orçamento de] 2022 e ausência de resposta em relação a 2021”, afirmou Jerónimo de Sousa, em declarações na Maia, onde participou numa sessão sobre a reabertura do serviço de passageiros na linha de Leixões.

Deixando claro que o PCP não fecha a porta ao diálogo, o líder comunista salientou, contudo, que o partido está de momento concentrado nas eleições autárquicas, que condicionaram, admitiu, as negociações do próximo orçamento do Estado.

“O Governo teve demasiada pressa em relação à data das autárquicas e foi muito atrasado e a arrastar os pés em relação a medidas que já deviam estar a vigorar. Nós não dizemos não nem sim a uma coisa que não existe. Quando existir proposta naturalmente estaremos disponíveis para uma coisa fundamental: avançar com propostas para resolver problemas” que estão adiados, declarou, quando questionado se é por opção do Governo ou do PCP que não estão a decorrer negociações para o Orçamento do Estado de 2022.

Aos jornalistas, Jerónimo de Sousa garantiu que o PCP não está a adiar a discussão do orçamento e que há disponibilidade construtiva, ainda que crítica, mas sublinhou que a “batalha mais urgente e premente” é “pela concretização daquilo que foi acordado em fase de discussão aprovação do Orçamento do Estado para 2021”.

O líder comunista considera que o avanço de medidas concretas não pode esperar pelo orçamento de 2022, deve avançar já, nomeadamente no que diz respeito ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Questionando o que teria acontecido no quadro da pandemia se não existisse o SNS, Jerónimo de Sousa considera necessário retirar ensinamentos e lições, concretizando, entre outras medidas, o reforço de profissionais de saúde e da rede pública.

“Este orçamento de 2021 que está em vigor tem medidas de reforço do SNS, qual tem sido a resposta do Governo, não se sabe. Está a pensar para 2022, a questão é para agora”, declarou.

Na Maia, onde defendeu a importância da reabertura do serviço de passageiros na linha de Leixões, o secretário-geral do PCP reiterou ainda a defesa da ferrovia, tendo, contudo, rejeitado a ideia de que a aposta do Governo neste setor seja um piscar de olhos ao PCP já a pensar nas negociações do Orçamento do Estado de 2022.

“Temos ouvido, enfim, muitos anúncios, muitas promessas, muitos milhões, mas a verdade é que, depois no concreto em relação a medidas que têm de ser de fundo, que têm de ser estratégicas em termos de investimentos, em termos de recuperação dos caminhos de ferro, em termos da necessidade de unificação de uma CP que comande esse setor, as notícias que vêm é de facto que continua a haver resvalamento, segundo dizem do PRR, da sua aplicação”, disse.

O líder comunista considera “decisivo” para o país colocar o caminho de ferro ao serviço da economia e das populações “como imperativo nacional”, e aponta o caso do apeadeiro de Gondivinho como exemplo.

“Aqui não é preciso construir nenhuma linha de caminho de ferro porque a infraestrutura já existe e até está modernizada com eletrificação, como é o caso da linha de Leixões”, concluiu.

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