Política

Paulo Raimundo acusa PSD de ter “consciência pesada” sobre tempo de serviço dos professores

Notícias de Coimbra com Lusa | 10 meses atrás em 01-10-2023

O secretário-geral do PCP acusou hoje o PSD de ter “consciência pesada” ao propor o pagamento do tempo de serviço dos professores faseado por cinco anos, defendendo que os sociais-democratas “podiam ter evitado” a situação atual.

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O líder comunista visitou esta manhã a feira do Relógio, em Lisboa, e foi questionado sobre o anúncio feito no sábado pelo presidente do PSD, Luís Montenegro, no Porto, que propôs o pagamento faseado por cinco anos do tempo de serviço dos professores, atribuindo 20% em cada ano.

“É um bocadinho consciência pesada, não é? O PSD deve ter consciência pesada, porque foi exatamente o PSD que enrolou a corda quando foi possível resolver esse problema na Assembleia da República”, acusou Raimundo.

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O dirigente comunista aludia aos acontecimentos de maio de 2019 quando o primeiro-ministro, António Costa, ameaçou demitir-se caso a oposição aprovasse no parlamento a contabilização total do tempo de serviço dos professores – votação na qual o PSD acabou por se posicionar contra.

Na opinião do líder comunista, na altura, o PSD “deu o dito por não dito”, acrescentando que a proposta apresentada por Luís Montenegro responsabiliza os sociais-democratas.

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“Diria assim: antes assim do que manter-se naquela posição meio enrolada. Mal comparado faz lembrar aquela forma decidida como veio apresentar as medidas da reforma fiscal quando tinha votado quinze dias antes contra todas as nossas propostas na Assembleia da República”, acrescentou.

Em 2019, a comissão parlamentar de Educação aprovou, na especialidade, uma alteração a um decreto do Governo, com apenas o voto contra do PS, estipulando que o tempo de serviço a recuperar pelos professores eram nove anos, quatro meses e dois dias, reivindicados à data pelos sindicatos docentes.

No dia 10 de maio, na votação final global, PS, PSD e CDS-PP reprovaram o texto proveniente da comissão, que teve o apoio do BE, PCP e PEV, e a abstenção do PAN.

Com o resultado desta votação, ficou em vigor o decreto do Governo que recuperava apenas dois anos, quatro meses e 18 dias do tempo de serviço (referente ao período entre 2011 e 2017) em que a carreira docente foi alvo de congelamento.

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