A morte de Lucinete Freitas, de 55 anos, às mãos da própria patroa, foi cuidadosamente planeada, segundo as autoridades.
O crime ocorreu a 5 de dezembro, quando Lucinete, contratada para cuidar do filho de apenas 3 anos da homicida, foi atraída para um local ermo e atingida com um bloco de cimento na cabeça. As lesões provocadas pela pancada foram, segundo o Ministério Público, a causa da morte.
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Após o homicídio, a patroa apanhou o telemóvel da vítima e enviou mensagens ao marido de Lucinete e a uma consultora imobiliária, alegando que ia para o Algarve com uma amiga. José Teodoro, marido da vítima, confirma agora as suas suspeitas: “Quando recebi a mensagem da minha mulher achei aquilo estranho. Não parecia ela”, disse.
José Teodoro planeava encontrar-se com a mulher acompanhado do filho de 14 anos, mas acabou por ficar em Fortaleza a lamentar a tragédia. Lucinete tinha uma visita marcada a uma casa no dia seguinte ao crime. O corpo só foi encontrado duas semanas depois, escondido entre entulho. A suspeita confessou o crime, levou os inspetores ao local e, em audiência judicial, ficou em prisão preventiva, pode ler-se no Correio da Manhã.
A investigada está indiciada por homicídio qualificado, profanação de cadáver, detenção de arma proibida e falsidade informática.
Segundo a investigação, a relação entre a patroa e a ama estava marcada por constantes conflitos, sobretudo porque a homicida acusava Lucinete de se colocar sempre a favor do marido. Lucinete iria ser testemunha do marido no processo de guarda do filho de 3 anos, em litígio com a homicida.
José Teodoro e o filho encontram-se no Brasil, enfrentando dificuldades financeiras e sem condições de custear a trasladação do corpo de Lucinete para o país. O casal já solicitou auxílio às autoridades brasileiras, mas não obteve resposta até ao momento.
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