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Para as startups o futuro do trabalho é híbrido e flexível

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A segunda edição do relatório “Startup Map”, desenvolvido pela everis NTT DATA, revela que 74% das startups tem preferência por modelos de trabalho híbridos, 50% perspetivam um modelo de trabalho flexível e metade quer manter o modelo de utilização dos escritórios. As restantes pretendem redefinir o espaço do escritório, enquanto outras tencionam utilizar o escritório apenas em momentos-chave. O relatório analisa a forma como startups a operar em Portugal estão a evoluir nos seus modelos de trabalho e de gestão de equipas, no período pós-pandemia.

De acordo com os responsáveis das startups nacionais, o futuro do trabalho deverá passar por um modelo híbrido e flexível, que traduza as vantagens do trabalho remoto e presencial. Apesar disso, residem dúvidas sobre a perceção da produtividade dos colaboradores num regime remoto; a capacidade de equilibrar verdadeiramente a vida pessoal, familiar e profissional e a forma como esta realidade se vai aplicar nos espaços de trabalho. Três quartos das startups inquiridas reconhecerem ter preferência por modelos de trabalho híbrido, enquanto 16% preferem o modelo presencial e 10% o trabalho remoto. 

Num contexto que exige novas formas de retenção e motivação de equipas, o relatório revela que algumas startups estão a considerar compensações salariais aos colaboradores em remoto, enquanto outras ponderam aumentos salariais a colaboradores em modelo presencial.

Em termos de gestão de recursos humanos, os inquiridos antecipam que as novas formas de trabalhar deem origem a briefings mais frequentes, a objetivos de trabalho  mais concretos e, por consequência, a uma melhor monitorização de indicadores de desempenho.

Juntam-se a estas práticas iniciativas de promoção de momentos de descanso em horário laboral, o incentivo à não utilização de equipamentos de trabalho em período de descanso e também a promoção de flexibilidade horária, para melhorar o equilíbrio das responsabilidades pessoais e profissionais.
 
Durante a pandemia, 60% das startups adotaram modelos totalmente remotos, 24% preferiu modelos híbridos e 12% deixou à consideração dos colaboradores a escolha da forma de trabalhar. Durante este período, 47% dos inquiridos acreditam que a motivação dos seus colaboradores se manteve, embora reconhecendo que um terço tenha
passado a trabalhar mais horas diárias.

O documento revela igualmente, que, no período pré-pandemia, as startups já consideravam modelos de trabalho flexíveis e híbridos: 86% já permitiam o trabalho remoto e cerca de 26% já trabalhavam com colaboradores em diferentes fusos horários.

Também nestas empresas era já evidente a importância de iniciativas de motivação das equipas – 81% referiram já o fazer. 

De acordo com o Startup Map 2021, a pandemia não mudou apenas os locais de trabalho das startups; também as relações com os clientes foram impactadas, sobretudo devido ao trabalho remoto (42%) e aos contatos presenciais, que foram limitados ao estritamente necessário (35%). Durante o contexto de pandemia, as principais dificuldades sentidas residem no aumento do tempo de negociação dos processos (28%) e na diminuição do volume de negócios (21%).

Fica evidente que as incubadoras continuam a ter um papel relevante no desenvolvimento das startups, nomeadamente através da disponibilização de condições físicas de trabalho, o acesso a especialistas e aconselhamento na gestão ou da
divulgação, networking e apoio na procura de financiamento. Do total de empresas inquiridas, 70% estão integradas em incubadoras.

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