O Papa Leão XIV apelou domingo àqueles que “têm o poder de iniciar guerras” para que “escolham a paz”, denunciando também a indiferença em relação às milhares de mortes em conflitos pelo mundo.
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“Acostumamo-nos à violência, resignamo-nos a ela e tornamo-nos indiferentes. Indiferentes à morte de milhares de pessoas, indiferentes às repercussões do ódio e da divisão que os conflitos semeiam”, afirmou Leão XIV, que presidiu à sua primeira missa do Domingo de Páscoa enquanto líder da Igreja Católica, que decorreu no Vaticano.
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Numa Praça de São Pedro adornada com milhares de flores, o Papa denunciou a guerra e as suas consequências “económicas e sociais”.
Perante milhares de fiéis que celebravam a ressurreição de Jesus Cristo, Leão XIV discursou sem mencionar nenhum país ou região em crise no mundo, quebrando com a tradição observada durante anos pelos seus antecessores.
Na tradicional bênção “Urbi et Orbi” (à cidade e ao mundo), Robert Prevost anunciou também uma vigília de oração pela paz, a realizar em 11 de abril, na Praça de São Pedro.
Antes da bênção, o Papa Leão XIV também já tinha abordado os conflitos no mundo, denunciando a “violência da guerra que mata e que destrói” e “a idolatria do lucro” que pilha os recursos da Terra.
Citando o seu antecessor, Papa Francisco, o líder da Igreja Católica alertou para o perigo de se cair na indiferença perante a persistência “da injustiça, do mal e da crueldade”.
Durante toda a Semana Santa, a sombra da guerra iniciada por Israel e Estados Unidos no Médio Oriente pairou sobre as celebrações.
As celebrações da Páscoa em Jerusalém foram marcadas pela proibição pela polícia israelita do cardeal Pierbattista Pizzaballa celebrar a missa do Domingo de Ramos na basílica do Santo Sepulcro, espaço de culto reverenciado pelos cristãos.
A situação gerou forte contestação internacional e obrigou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, a recuar e a dizer que o cardeal podia entrar na basílica, numa altura em que a mesquita Al-Aqsa, também situada em Jerusalém, continua com todos os acessos vedados por Israel há mais de um mês.
Durante as celebrações da Páscoa, o Papa tem aproveitado para denunciar as guerras que afetam o mundo, sem nunca fazer referências explícitas a países ou regiões.
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