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PAN pede apoios para bares e discotecas e apela à responsabilidade dos portugueses

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O PAN pediu hoje apoios para as famílias e o setor dos bares e discotecas, que vão voltar a encerrar devido à pandemia de covid-19, e apelou aos portugueses que “sejam responsáveis” e se testem.

“Compreendemos que há a necessidade da adoção de algumas medidas e a preocupação que desde o primeiro momento transmitimos ao Governo é que existam os correspondentes apoios sociais, em particular para os bares e as discotecas, que vão ter de encerrar, mas também para as famílias, quer no apoio às creches, quer no apoio para ficarem em casa com as crianças sempre que assim seja necessário por força do contexto sanitário”, afirmou a porta-voz.

Inês Sousa Real falava à agência Lusa numa reação às novas restrições hoje anunciadas pelo primeiro-ministro, António Costa, no âmbito da covid-19, que passam pela antecipação do período de contenção para as 00:00 de dia 25 de dezembro, medidas como o teletrabalho obrigatório ou o alargamento da exigência de teste e certificado de vacinação a mais eventos e locais, entre outras.

Entre as medidas, o Governo decidiu também antecipar para sábado, dia 25, o encerramento de discotecas e bares com espaço de dança que estava previsto para o território continental na primeira semana de janeiro.

António Costa referiu que os bares, discotecas e espaços de diversão noturna terão neste período de encerramento apoios no âmbito do ‘lay-off’ simplificado e do programa Apoiar, para ajudar a suportar os seus custos fixos.

A líder do PAN apelou à “responsabilidade individual” nesta altura festiva do Natal e passagem de ano, defendendo que “as pessoas têm que se testar antes de estarem com os seus contactos familiares mais próximos, evitar contactos que possam ser de risco”.

“Porque efetivamente nós ainda não debelámos esta crise sanitária, ainda continuamos a estar perante um inimigo comum cujo rosto ainda é, nas suas variantes, desconhecido e portanto todos os cuidados são poucos para que possamos de facto estar em segurança”, salientou.

Apesar de aplaudir que Portugal esteja a “apostar, e bem, fortemente na testagem”, Inês Sousa Real pediu que seja assegurado o “acesso universal” aos testes e “em todo o território nacional”, apontando que a capacidade “não está a ser a mesma em todos os distritos do país”.

E considerou que “seria importante que o Governo esclarecesse em que medida é que vai ser feito o controlo dos auto-testes”.

Para o PAN, é necessário também um reforço dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde, mais oferta nos transportes públicos e protocolos entre as autarquias e as empresas de transporte individual de passageiros para que as refeições cheguem “às pessoas mais carenciadas nestes dias”.

Além do encerramento de bares e de discotecas, o Governo decidiu hoje, após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, antecipar para o dia 25 de dezembro o encerramento de creches e ateliês de tempos livres (ATL) e a obrigatoriedade do teletrabalho.

A partir das 00:00 de 25 de dezembro, o acesso a eventos desportivos e culturais dependerá da apresentação de teste negativo ao coronavírus, independentemente no número de espetadores, e a lotação dos espaços comerciais estará limitada a uma pessoa por cada cinco metros quadrados para “evitar ajuntamentos”.

O acesso a restaurantes, casinos e festas de passagem de ano vai exigir a realização de um teste negativo à covid-19 com esta obrigatoriedade a abranger os dias 24, 25, 30 e 31 de dezembro e 01 de janeiro.

Os ajuntamentos na via pública de mais de 10 pessoas, bem como o consumo de álcool na rua, são proibidos na passagem de ano.

O Governo decidiu ainda aumentar de quatro para seis por mês os testes gratuitos por pessoa nas farmácias.

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