Região

Pampilhosa da Serra pede vigilância redobrada em zonas ribeirinhas

Notícias de Coimbra com Lusa | 13 minutos atrás em 04-02-2026

 A Câmara de Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, pediu hoje “vigilância redobrada” nas localidades, infraestruturas e espaços situados junto a cursos de água e zonas ribeirinhas.

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Segundo a autarquia, a ponte entre Porto de Vacas e Janeiro de Cima mantém-se cortada “devido à subida do caudal do Rio Zêzere, sendo totalmente desaconselhada qualquer circulação no local”.

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“O Parque de Merendas do Esteiro encontra-se inundado”, acrescentou, sublinhando que, “apesar de estes serem os casos de maior destaque no momento, as previsões de chuva intensa para os próximos dias” exigem cautela.

Atendendo às condições meteorológicas adversas previstas para os próximos dias, a Câmara de Pampilhosa da Serra pediu que sejam retirados “equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens das zonas ribeirinhas e de áreas suscetíveis de inundação”.

Aconselhou também que seja evitada “a permanência e a realização de atividades junto a linhas de água”, e que ninguém tente atravessar, “a pé ou de viatura, estradas, cursos de água ou zonas inundadas”.

De acordo com a autarquia, mantém-se “a ocorrência de queda de árvores, deslizamentos de terras e formação de lençóis de água, o que potencia riscos acrescidos na circulação rodoviária”.

Neste concelho do interior do distrito de Coimbra continua a haver “falhas no fornecimento de energia elétrica e nos serviços de comunicações em algumas localidades do concelho, já devidamente identificadas, estando as entidades competentes a desenvolver todos os esforços para a sua resolução”.

“A autarquia e a proteção civil municipal continuarão a acompanhar a evolução da situação de forma permanente, apelando à população para que siga as indicações das autoridades e se mantenha informada”, frisou.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.