Região

Pampilhosa da Serra continua sem luz e comunicações em diversos pontos

Notícias de Coimbra com Lusa | 42 minutos atrás em 29-01-2026

 Pampilhosa da Serra informou hoje que o fornecimento de energia e os serviços de comunicações continuam a falhar em diversas localidades do concelho e referiu haver previsão de subida do volume de água em rios devido ao mau tempo.

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“Na sequência da passagem da depressão Kristin e das condições meteorológicas adversas desta madrugada, mantém-se uma situação de condicionamento significativo no concelho, estando a evolução a ser acompanhada de forma permanente”, esclareceu a autarquia, através das redes sociais.

Por volta das 10:30, o fornecimento de energia elétrica e os serviços de comunicações continuavam a falhar em diversas localidades do concelho, estando as entidades responsáveis no terreno “a desenvolver todos os esforços para o seu restabelecimento, assim que as condições o permitam”.

Como consequência desta falha, os serviços municipais encontram-se encerrados ao público hoje.

Está ainda prevista para hoje de manhã “a descarga da Barragem de Santa Luzia, alertando-se a população para a subida acentuada dos caudais dos rios Ceira, Unhais e Zêzere”, adiantou a Câmara de Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra.

Segundo o município, já foram registadas situações de cheias e inundações em alguns pontos do concelho, “pelo que se apela à máxima prudência e ao afastamento das zonas ribeirinhas”.

Relativamente à circulação rodoviária, “apesar de os acessos a todas as aldeias do concelho se manterem transitáveis, as condições meteorológicas adversas provocaram a existência de diversas vias parcialmente obstruídas, com lençóis de água, derrocadas, ramos e outros detritos”.

“Recomenda-se uma condução extremamente defensiva e a limitação de deslocações ao estritamente necessário”, sublinhou.

Sapadores Florestais da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Bombeiros Voluntários, equipas do município e de todas as freguesias “continuam no terreno a dar resposta às várias ocorrências registadas, com prioridade às situações mais urgentes e de maior risco”.

O Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil mantém-se ativo.

A passagem da depressão Kristin pelo território português deixou um rasto de destruição, causando pelo menos seis mortos, vários feridos e desalojados.

Os distritos mais afetados foram Leiria (por onde a depressão entrou no território continental), Coimbra, Santarém e Lisboa.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.