Economia

Palitos de Lorvão representam Portugal no Brasil. São uma flor!

Notícias de Coimbra | 1 mês atrás em 19-04-2024

Portugal estará representado na feira internacional de artesanato Rio Artes Manuais, que acontece este mês no Rio de Janeiro, no Brasil, por artesãs que fazem palitos decorativos de Lorvão e peças a partir de bracejo.

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“Fátima Lopes é a única mulher que dedica a vida a fazer palitos decorativos de Lorvão. Começou a fazer os palitos de flor com cerca de 12 anos representa “a quarta geração da família a dedicar-se a trabalhar a madeira do salgueiro com a ajuda de uma navalha”.

Atualmente, aquela que é a única artesã, a tempo inteiro, de palitos de flor, conta com a ajuda do marido, “que corta os salgueiros e choupos que crescem nos seus terrenos à beira-rio”.

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A produção destes palitos é atribuída ao Mosteiro de Lorvão, no concelho de Penacova, distrito de Coimbra, “onde as freiras começaram a esculpir pedaços de salgueiro em pequenas tiras, usadas para decorar os doces conventuais”.

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Já Isabel Martins cria peças a partir de bracejo, uma fibra vegetal que cresce espontaneamente na zona da serra da Malcata, na região da Beira Interior, onde a artesã vive.

A fibra vegetal, “depois de apanhada e seca é trabalhada em espiral cosida, recuperando uma técnica ancestral utilizada em cestaria”.

Em julho de 2019, a então ministra da Cultura, Graça Fonseca, anunciava a criação do programa para afirmar a produção artesanal tradicional como “um setor dinâmico, inovador e sustentável”.

Na mesma altura, Graça Fonseca anunciou que a sede do Saber Fazer seria implantada no Museu de Arte Popular, em Lisboa, e, em junho de 2020, foi criada a Associação Saber Fazer, para coordenar as medidas do programa e mediar as relações entre entidades e os agentes no terreno, apoiar a criação de um centro tecnológico do saber fazer, para pesquisa, desenvolvimento tecnológico e aprendizagem das técnicas artesanais.

A associação tem ainda por missão identificar as necessidades de educação e formação profissional nesta área, estimular o trabalho em rede, nomeadamente entre artesãos, mas também entre empresas e outros profissionais de diferentes áreas artísticas, bem como criar experiências turísticas e roteiros temáticos.

Os associados públicos fundadores da Associação Saber Fazer são o Estado, através do pelouro da Cultura, com o Turismo de Portugal, a Agência para a Competitividade e Inovação (IAPMEI), o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), a Agência Portuguesa do Ambiente, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, podendo ainda ser admitidos como associados quaisquer outras pessoas coletivas com atividade relevante no âmbito da promoção das artes e ofícios.

Cada associado fundador concorre para o património social da associação com uma quota anual de 20 mil euros, sendo a quota anual do Estado, enquanto associado fundador, suportada pela DGArtes.

Entretanto, em dezembro de 2022, ficou disponível ‘online’ o Repositório Digital Saber Fazer, uma plataforma ‘online’ que reúne informação sobre as artes e ofícios tradicionais portugueses, um “trabalho em curso” no qual a população é convidada a participar.

O Repositório Digital Saber Fazer é o resultado do mapeamento e caracterização das artes tradicionais em Portugal, “um trabalho hercúleo de recolha de informação dispersa, junto de câmaras municipais, de centros de artesanato, de museus, de universidades” levada a cabo pela Direção-Geral das Artes (DGArtes) nos últimos três meses, disse à Lusa o diretor-geral das Artes, Américo Rodrigues, em dezembro de 2022.

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