Os Jogos Olímpicos remontam à época da Grécia Antiga, mais concretamente ao ano de 776 a.C., em Olímpia. Este evento, celebrado a cada 4 anos, era constituído por festivais religiosos e desportivos em homenagem ao maior Deus da mitologia grega, Zeus, e incluía a trégua sagrada entre as cidades-estado. Inicialmente, só existia uma modalidade, a corrida, mas mais tarde incluíram-se a luta livre, o boxe, as bigas e o pentatlo.
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Como na época não existiam medalhas de ouro, prata e bronze, os vencedores eram coroados com o “kotinos“, uma coroa de oliveira. No entanto, no ano 393, já com o Cristianismo implementado na sociedade, o imperador romano Teodósio I proibiu os Jogos por serem considerados um culto pagão, interrompendo esta tradição milenar.
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O desejo de fazer renascer a competição ganhou fôlego na França revolucionária em 1796 e, mais tarde, em Inglaterra, com a fundação da Olympian Class em 1850 pelo Dr. William Penny Brookes.
Paralelamente, o interesse em reviver o festival despertou com a Guerra da Independência da Grécia contra o Império Otomano, em 1821. Este sentimento patriótico foi impulsionado pelo poeta Panagiotis Soutsos e pelo filantropo Evangelis Zappas, que escreveu ao Rei Oto da Grécia a oferecer fundos para o renascimento dos Jogos. Zappas acabou por patrocinar a edição de 1859 em Atenas e financiou a restauração do antigo Estádio Panathinaiko, lançando as bases fundamentais para o futuro do olimpismo.
A ponte definitiva para a era moderna foi construída pelo Barão Pierre de Coubertin que, inspirado nos trabalhos de Brookes e Zappas, fundou o Comité Olímpico Internacional (COI) em 1894. Assim, em 1896, Atenas acolheu os primeiros Jogos Olímpicos sob o auspício do COI, reunindo 14 nações e 241 atletas em 43 provas. Curiosamente, nesta primeira edição, os vencedores ainda não recebiam ouro; eram premiados com uma medalha de prata e um ramo de oliveira, enquanto os segundos classificados recebiam uma medalha de cobre e um ramo de louro.
As medalhas de ouro, prata e bronze foram introduzidas apenas nos Jogos de Saint Louis, em 1904. Desde então, a competição teve uma evolução exponencial, transformando-se num fenómeno global sem precedentes. Ao longo das décadas, o evento expandiu-se com a criação dos Jogos de Inverno em 1924, dos Jogos Paralímpicos em 1960 e a inclusão de modalidades modernas como o surf ou o skate. Atualmente, os Jogos Olímpicos representam a união máxima entre os cinco continentes, mantendo a tradição de quatro em quatro anos, interrompida apenas pelas duas Grandes Guerras e pela pandemia de 2020.
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