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Organização vai financiar tratamento inovador para prevenir o VIH no Brasil e África do Sul

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A organização internacional Unitaid vai financiar a introdução no Brasil e na África do Sul de um tratamento preventivo inovador para o VIH, um medicamento injetável com uma ação de longa duração, foi hoje anunciado.

“A agência Unitaid anuncia hoje um acordo para iniciar a utilização na África do Sul e no Brasil de uma injeção que, durante semanas, protege os utilizadores do VIH [vírus da imunodeficiência humana de destrói as defesas imunitárias]”, disse um porta-voz da Unitaid, Hervé Verhoosel, em Genebra.

O programa destina-se a um público particular, “as adolescentes e as jovens da África do Sul, uma vez que são atualmente as mais afetadas pelo VIH, e os transgénero ou os homens que mantêm relações sexuais com outros homens no Brasil, que são igualmente camadas da população muito afetadas” pelo vírus, disse o porta-voz.

Em comunicado, a Unitaid explica que esta versão injetável da profilaxia pré-exposição (PrEP) – também chamado cabotegravir de longa duração, é a última inovação na prevenção do VIH.

“Os Estados Unidos e Inglaterra acabam de aprovar este sistema”, que, no entanto, “ainda não está disponível nesses países”, disse Verhoosel.

O tratamento tem entre 70 e 90% mais eficácia do que a PrEP oral diária para reduzir o risco de infeção pelo VIH e precisa apenas de seis injeções por ano, segundo a organização, que recolhe financiamento contra as doenças.

A Unitaid, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Brasil e a Wits RHI na África do Sul, assim como com as autoridades de saúde locais nos dois países, vai incluir a PrEP de ação prolongada nos programas de saúde sexual nacionais.

As primeiras doses foram doadas pelas farmacêuticas, disse Verhoosel.

A Unitaid apela aos laboratórios para que apliquem aos países de baixo e médio rendimento preços adaptados à economia e às necessidades dos países e que, a longo prazo, permitam licenças voluntárias para fabricar genéricos.

Atualmente, um milhão de pessoas têm acesso à PrEP em todo o mundo, um número muito inferior ao objetivo das Nações Unidas.

O primeiro tratamento PrEP, o antirretroviral Truvada, foi autorizado nos Estados Unidos em 16 de julho de 2012 e desde então provou a sua eficácia e permitiu às pessoas em situação de risco proteger-se da infeção.

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