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Economia

Organização Internacional do Trabalho defende investimento na formação das pessoas e proteção social

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O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirmou hoje ser preciso investir “na formação das pessoas”, “na proteção social” e em novas formas de trabalho “verdes” e “digitais”, considerando que a Europa tem “enormes possibilidades” para tal.

“É preciso investir na formação das pessoas, na proteção social e na igualdade de género. É preciso investir no trabalho institucional e no diálogo social. Precisamos de investir em novas formas de trabalho, acima de tudo, verdes e digitais. Parece-me que estamos no caminho”, apontou Guy Ryder.

O diretor-geral da OIT falava na sessão de trabalho dedicada ao tema “Trabalho e empregos”, que contou também com a participação de vários primeiros-ministros do estados-membros e da presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen.

Na sessão, Guy Ryder salientou que a Europa tem “enormes possibilidades” para levar a cabo os compromissos patentes no Pilar Social Europeu, lembrando que as expectativas em relação aos mesmos são “enormes”.

“Podemos ter a certeza de que o mundo do trabalho em 2030 será muito diferente do mundo de trabalho de hoje, a questão que se coloca é se será da forma que queremos ou da forma que não queremos. Isso está nas mãos das pessoas aqui reunidas”, disse.

Sublinhando o “impacto extraordinário” que a pandemia da covid-19 causou no emprego, ao destruir “milhões de postos de trabalho”, o diretor-geral da OIT destacou as várias lições que retiradas da experiência pandémica.

“Falamos muito sobre resiliência, mas o mundo do trabalho obviamente não estava preparado”, referiu, acrescentando que a pandemia da covid-19 “revelou desigualdades já existentes e dramáticas”, inclusive, nas sociedades europeias, com as mulheres, jovens e mais desfavorecidos a serem os mais prejudicados com a crise pandémica.

“A menos que façamos algo deliberadamente para impedi-lo, esta crescente desigualdade será projetada no futuro”, alertou Guy Ryder, referindo que tal acontecerá na “ausência de intervenções políticas”.

“É por isso que considero o Pilar Social Europeu e o plano de ação tão importantes. A meu ver, este plano de ação de desenvolvimento social atende a uma procura que ouço com frequência que é um novo contrato social”, disse.

Para este “novo contrato social” funcionar, o diretor-geral da OIT afirmou ser preciso envolver os parceiros sociais e fazer com que “tomem decisões”.

“Não se trata apenas de legitimidade e aceitabilidade, mas do conhecimento que os parceiros sociais trazem”, acrescentou.

A Cimeira Social decorre hoje no Porto com a presença de 24 dos 27 chefes de Estado e de Governo da União Europeia, reunidos para definir a agenda social da Europa para a próxima década.

Definida pela presidência portuguesa como ponto alto do semestre, a Cimeira Social tem no centro da agenda o plano de ação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, apresentado pela Comissão Europeia em março, que prevê três grandes metas para 2030: ter pelo menos 78% da população empregada, 60% dos trabalhadores a receberem formação anualmente e retirar 15 milhões de pessoas, cinco milhões das quais crianças, em risco de pobreza e exclusão social.

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