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Coimbra

Ordem dos Médicos preocupada com futuro da Unidade de Alcoologia de Coimbra

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O possível desmantelamento da Unidade de Alcoologia de Coimbra (UAC), cujo modelo de tratamento especializado conseguiu dar resposta a um dos mais graves problemas de Saúde Pública do país, está a causar instabilidade nos profissionais e grande apreensão junto dos utentes.

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) está atenta e preocupada. “As alterações não devem ser baseadas apenas em critérios financeiros, como tem acontecido com todas as mudanças propostas pelo Ministério da Saúde”, alerta o Presidente da SRCOM.

Para Carlos Cortes, “compete ao Ministério da Saúde – que pretende integrar a Unidade de Alcoologia de Coimbra no Serviço de Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra – assegurar a excelência desta resposta e envolver os profissionais de Saúde no novo modelo proposto, que se mantém na penumbra, criando uma desnecessária instabilidade aos profissionais e aos doentes”.

 A Unidade de Alcoologia de Coimbra tem centenas de doentes em acompanhamento, num programa estruturado de tratamento,em que o internamento é uma fase acompanhada por uma experiente equipa multidisciplinar especializada, uma mais-valia quenão pode ser esquecida.

Com edifício no Hospital Sobral Cid, a Unidade de Alcoologia de Coimbra, após a extinção do Instituto da Droga e Toxicodependência, foi integrada na Administração Regional de Saúde do Centro.

Segundo dados recolhidos pela SRCOM, nos últimos 11 anos (2004/2014), a Unidade de Alcoologia de Coimbra efetuou 5473 internamentos, teve 6870 novos utentes, tendo realizado 120 339 consultas externas.

Segundo Carlos Cortes, “qualquer mudança deve sempre resultar em ganhos assistenciais”. O Presidente da SRCOM assume a sua preocupação para com os doentes e pugna por uma resposta fundamentada ao problema da alcoologia na região. Nesse sentido, irá solicitar uma reunião à Direção da Unidade e à Direção do Centro de Responsabilidade Integrado de Psiquiatria,para assegurar que os doentes não são prejudicados e que todos os profissionais são envolvidos.

“Este é mais um exemplo das decisões que são tomadas sem existir fundamentação técnica consistente e envolvimento dos profissionais na obtenção de soluções”, conclui Carlos Cortes.

 

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