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Operadores turísticos manifestam preocupações em relação à reflorestação

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Operadores turísticos manifestaram hoje a sua preocupação em relação à reflorestação e à possibilidade de se voltar a apostar nos eucaliptos, numa sessão sobre apoios ao setor, em Oliveira do Hospital.

fogo pinheiros

Durante uma sessão na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital com empresários do setor e responsáveis do Turismo Centro de Portugal, destinada a divulgar as medidas de apoio ao turismo da região, a preocupação dos participantes centrou-se nas questões da reflorestação, consideradas essenciais para um setor que vive da natureza e que hoje apenas encontra paisagens enegrecidas à sua volta.

Ainda o evento estava a começar, quando Fernando Augusto, de Vila Pouca da Beira, interrompeu as intervenções iniciais para deixar uma pergunta: “Os eucaliptos vão sair ou não?”.

“Eu preciso de saber disso e muitos outros também precisam de saber. Vamos ser homens e mulheres e proibir ou não?”, questionou, exaltado, saindo pouco depois da sessão e deixando o alerta que há pessoas “que se vão embora ou não se põem de pé”.

Em resposta, o vice-presidente do município de Oliveira do Hospital, José Francisco Rolo, frisou que a sua autarquia foi a única que, “em 2014, publicamente decretou guerra à plantação de eucaliptos” e que foi ao Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) denunciar “todos os casos de plantações ilegais”.

“Não podemos permitir o risco de mais uma catástrofe”, frisou o vice-presidente.

Um cidadão estrangeiro, que não se identificou, sublinhou que há mais de dois anos que “chateia” a Câmara de Tábua por causa de floresta não limpa e “não aconteceu nada”.

“Vai ser preciso uma alteração gigantesca”, disse.

Já Catarina Vieira contou que não tem neste momento “condições para receber hóspedes”, vincando que a recuperação da atividade tem de acontecer o quanto antes e, para isso, é também necessário “criar mecanismos para cuidar e reparar a paisagem”.

“A paisagem é um bem de interesse público e tem de ser tratado como um bem de interesse público”, defendeu a empresária, sublinhando que “o verde, as montanhas” são o potencial turístico da zona.

“Deveria haver apoios de forma simplificada para quem plantasse as nossas autóctones”, reclamou Catarina Vieira.

No final da sessão, o presidente da Turismo Centro, Pedro Machado, afirmou que “é preciso mesmo mudar a ação, atitude e perceção”.

“Isso implica toda a gente”, concluiu.

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