Justiça
Operação Marquês: Julgamento deverá voltar com novo advogado a defender Sócrates
Imagem: MIGUEL A. LOPES/LUSA
Meio ano após ter começado e cumprida uma interrupção de quase dois meses, o julgamento do processo Operação Marquês deverá ser retomado hoje, com o antigo primeiro-ministro José Sócrates a ser representado por um novo advogado.
José Preto substitui Pedro Delille, que em 04 de novembro renunciou à defesa de José Sócrates, ao fim de 11 anos a representar o antigo chefe de Governo (2005-2011), detido em novembro de 2014 e libertado em outubro seguinte.
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O novo advogado pretendia ter cinco meses e meio para se inteirar do caso, mas, em 26 de novembro de 2025, o pedido foi rejeitado pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa, que, concedendo formalmente dez dias para o estudo do processo pela defesa, reagendou o reinício dos trabalhos para hoje, às 09:30.
Segundo fontes judiciais, a sessão, destinada à audição das gravações de inquirições durante a investigação a testemunhas entretanto falecidas, mantém-se, apesar de José Preto ter informado há dias que se encontra hospitalizado.
José Sócrates, de 68 anos, está pronunciado (acusado após instrução) de 22 crimes, incluindo três de corrupção, por ter, alegadamente, recebido dinheiro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o ‘resort’ algarvio de Vale do Lobo.
No total, o processo conta com 21 arguidos, que têm, em geral, negado a prática dos 117 crimes económico-financeiros que globalmente lhes são imputados.
Os ilícitos terão sido praticados entre 2005 e 2014 e, no primeiro semestre deste ano, podem prescrever, segundo o tribunal, os crimes de corrupção mais antigos, relacionados com Vale do Lobo.
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