A edição de 2025 da Feira do Ano de Montemor-o-Velho arrancou este sábado, 30 de agosto, e prolonga-se até 8 de setembro, oferecendo dez dias de música, cultura e tradições do Baixo Mondego.
Entre os destaques do evento está o arroz doce do Baixo Mondego, servido pelo Centro Social e Paroquial das Meãs, com uma tradição que já conta mais de uma década.
Susana Medina, da instituição, explica que o segredo está nos ingredientes locais — leite cru, arroz carolino e limão do quintal — e, claro, no amor e dedicação de todos os voluntários.
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Na tasquinha, cerca de 15 pessoas trabalham como pequenas abelhinhas: mexem os tachos, polvilham com canela e atendem a fila interminável de visitantes ansiosos pelo doce.
Entre voluntárias e voluntários, não faltam maridos e funcionários a dar uma mão, e cada panela produz entre 4 a 5 quilos de arroz doce, com demonstrações ao vivo que atraem curiosos.
A tradição do “rapó tacho”, como é conhecida, nasceu há cerca de 13 a 14 anos, quando a direção do centro decidiu mostrar a confeção ao vivo na feira.
Desde então, tornou-se uma verdadeira atração, chegam a vender mais de 700 quilos de arroz doce num único evento.
Ao toque da sineta, os visitantes correm para o tacho entre risos e entusiasmo.
“É o melhor arroz doce do Baixo Mondego”, garante Dulce, da Figueira da Foz, que não quis perder a tradição.
Entre tachos, risadas e filas animadas, a mistura de tradição, voluntariado e boa disposição mantém viva esta receita que já se tornou marca da Feira do Ano de Montemor-o-Velho.
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