Numa arruada em Silves, no Algarve, André Ventura dirigiu-se ao snack-bar da Lenita, espaço decorado com várias bandeiras do partido desde que o candidato presidencial foi eleito deputado – uma espécie de sede não oficial do Chega -, contou à agência Lusa Valter Gomes, dono do estabelecimento.
No entanto, as atenções não foram para o merchandising do partido, mas para um sapo de loiça posto ao balcão, símbolo de ciganofobia e tido como prática discriminatória para afastar a comunidade cigana de estabelecimentos.
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“Olha o nosso amigo”, disse o deputado Pedro Frazão. “É para o cigano! É para afastar!”, ouviu-se, enquanto André Ventura segurava e dava festas ao sapo de loiça e se dirigia a Valter Gomes: “Você fez de propósito que sabia que eu vinha aqui hoje”.
“Cuidado com o tribunal, cuidado com o que dizem”, advertiu o deputado do Chega Rui Paulo Sousa, com André Ventura a vincar, logo de seguida, que estava só a dizer que gosta “de sapos e de rãs”, depois de ter sido condenado recentemente a retirar cartazes que tinham como alvo a comunidade cigana.
As atenções seguiram logo depois para o medronho do Algarve, que serviu para um brinde entre a comitiva.
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