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Coimbra

Obras da Sé Velha já deviam estar prontas (com vídeos)

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As obras de requalificação que se iniciaram esta quarta-feira na Sé Velha, em Coimbra, e que foram anunciadas pela Câmara Municipal, já deviam estar prontas desde março. A empreitada foi consignada em abril do ano passado, com um prazo de execução de 330 dias, mas foi suspensa em agosto, segundo disse a autarquia ao Notícias de Coimbra, por razões de segurança. O novo prazo fixa o terminus da intervenção no final desde ano, nove meses depois do que estava inicialmente previsto.

A obra foi consignada às Construções Castanheira & Joaquim, Lda., empresa que venceu o concurso público, e está divida em três lotes (Largo da Sé Velha; Rua e Largo do Quebra Costas; e Escadas e Beco da Carqueja), num investimento global de 1,6 milhões de euros. A intervenção no Largo da Sé Velha, que agora avança,  foi adjudicada por 857.248,66 euros (IVA incluído), a 15 de abril de 2021, e com um prazo de execução de 330 dias. A informação consta de resto na sinalética existente no local. Mas a verdade é que não só a obra não está pronta como só agora teve início.

Questionada pelo Notícias de Coimbra, fonte da Câmara Municipal de Coimbra explicou que a empreitada chegou a avançar, mas foi suspensa, em agosto do ano passado. “Os técnicos do município em conjunto com a equipa do empreiteiro concluíram que os trabalhos poderiam colocar em risco a disponibilidade dos circuitos rodoviários de evacuação e socorro na zona”, referiu. 

Devido a esta suspensão, o prazo foi prolongado em 266 dias estando agora o final da obra previsto para 14 de dezembro de 2022, esclareceu ao NDC a Câmara Municipal. Mas o processo vai ser feito por fases. Para já avança apenas a zona junto aos locais de restauração e hotelaria localizados no largo, entre as ruas do Cabido e Borges Carneiro, o que vai implicar condicionamentos de trânsito e estacionamento.

Segundo a autarquia, dona da obra, os trabalhos começam nesta zona devido à possível realização, no Largo da Sé Velha, da Serenata Monumental da Queima das Fitas, a 19 de maio, além de que “se pretende realizar os trabalhos junto dos locais de restauração o mais rapidamente possível, de forma a minimizar o impacto negativo nos mesmos”. 

Os proprietários de espaços comerciais e de restauração foram convocados para uma reunião, com diversos técnicos municipais, liderados pelo diretor do Departamento de Espaço Público, Mobilidade e Trânsito da autarquia, Santos Costa, que se realizou no passado dia 31 de março. Ermindo Dias, proprietário do restaurante O Trovador, esteve no encontro e contou ao Notícias de Coimbra que foi explicado que a intervenção tem “três fases de obra, a primeira das quais [mesmo em frente ao estabelecimento] se inicia hoje e terminará a 18 de maio, a tempo da realização da Serenata”. 

“Penso que são obras muito importantes que podiam já ter avançado, não avançaram mas estamos sempre a tempo”, sublinhou Ermindo Dias, mostrando-se esperançoso em relação à configuração final do espaço. “Esta zona, que é património mundial da Humanidade, precisa urgentemente que se retirem daqui os carros, precisa urgentemente de obras, que isto está um completo caos, vamos sofrer um bocado mas acreditamos que o futuro vai ser risonho”, concluiu. 

A empreitada, descreve o município, “pretende incluir todos os níveis de intervenção no espaço público, que vão da modernização das redes existentes ao nível do subsolo, até à repavimentação integral, passando pela implementação de sistema de recolha de lixos domésticos, criação de zona de estar e plantação de exemplares arbóreos”. O objetivo, refere, “é criar condições que contribuam para a melhoria funcional das habitações, hotelaria, estabelecimentos comerciais e restantes edificações existentes na zona, bem como contribuir de forma decisiva para a agradabilidade geral do espaço”.

A intervenção prevê “o aumento da funcionalidade do local, mas mantendo a genuinidade do espaço, recuperando a ideia de praça e estruturando o espaço público, para dar maior protagonismo ao peão, permitindo um usufruto pleno do enquadramento urbano do lugar”, complementa a Câmara, adiantando que se pretende “otimizar ainda a relação do espaço público com o edificado, corrigindo os elementos e as intervenções dissonantes que foram realizadas ao longo do tempo”.

A valorização do Largo da Sé Velha avança agora, com quase um ano de atraso, depois de já estarem concluídas as obras de requalificação das ruas da Ilha, Guilherme Moreira, José Falcão, Travessa da Trindade, Beco da Pedreira e Largo Hilário (740 mil euros), do Largo de S. Salvador (212 mil euros), das ruas dos Coutinhos, do Colégio Novo, da Fonte Nova e Joaquim António de Aguiar (680 mil euros); da rua e largo do Quebra Costas (583 mil euros) e das escadas e beco da Carqueja (160 mil euros); e de estar em curso a empreitada de requalificação das ruas Borges Carneiro, do Norte e de São João, e o Largo José Rodrigues (730 mil euros). 

Veja o direto com Ermindo Dias, do restaurante O Trovador:

 

Veja o direto NDC no local onde se iniciaram os novos trabalhos:

 

 

 

 

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