Portugal

O tempo enlouqueceu em Portugal e não volta atrás. País que se prepare para mais fenómenos climáticos extremos

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 2 horas atrás em 11-03-2026

Imagem: Tiago Silva

Portugal está a entrar numa era de fenómenos meteorológicos cada vez mais extremos, que deverão voltar a afetar o território com maior frequência e intensidade nos próximos anos.

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O país foi um dos mais atingidos no mundo por tempestades fortes durante fevereiro de 2026, segundo dados de observação climática internacional, e a tendência é para que episódios semelhantes se repitam com regularidade.

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As tempestades que varreram grande parte do país no início de 2026 foram consideradas pelas redes europeias de monitorização climatológica como exemplos dos impactos cada vez mais visíveis da instabilidade atmosférica moderna. Estas perturbações trouxeram chuva intensa, ventos fortes e riscos de inundações que colocaram serviços de emergência em alerta em várias regiões do continente — incluindo Portugal.

Relatórios científicos e meteorológicos, citados pelo Jornal de Notícias, indicam que os eventos extremos — como secas prolongadas e episódios de chuva torrencial — têm vindo a intensificar-se em Portugal e no sul da Europa, impulsionados pelo aquecimento global e pelo aumento das temperaturas médias.

Além das tempestades, ondas de calor extremas e secas prolongadas tornaram-se mais frequentes nos últimos anos no país. Em 2025 várias estações meteorológicas portuguesas registaram temperaturas recorde no verão, com valores que se aproximaram dos máximos históricos e com impacto direto na saúde e no ambiente.

Secas e calor intenso contribuem ainda para a propagação de incêndios florestais, que nos últimos anos têm devastado grandes áreas de território, exigindo operações de combate complexas por parte dos bombeiros e das autoridades.

Pesquisas recentes mostram que uma grande parte da população em Portugal acredita que o país não está adequadamente preparado para enfrentar estes fenómenos extremos, destacando uma lacuna entre a frequência crescente dos eventos e as infraestruturas de resposta ou adaptação disponíveis.

Especialistas em clima insistem na necessidade de investimentos em sistemas de alerta precoce, de estratégias de adaptação urbana e rural, e de políticas públicas ambiciosas para reduzir emissões e proteger comunidades vulneráveis.

Os fenómenos climáticos intensos em Portugal e na Europa não são casos isolados. Cientistas climáticos concordam que o aquecimento global está a aumentar a frequência e a gravidade de eventos extremos em todo o mundo, tais como ondas de calor, tempestades, inundações e secas, com consequências sociais e económicas significativas.

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