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O Sol vai morrer e a Terra não vai sobreviver (diz a Ciência). Saiba a data

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 1 hora atrás em 14-01-2026

Imagem: depositphotos.com

Durante séculos, o Sol foi considerado uma presença eterna no céu. A astrofísica moderna, no entanto, mostra que a nossa estrela tem um ciclo de vida limitado — e que a Terra enfrentará mudanças catastróficas muito antes do seu fim definitivo.

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O Sol entrará na sua fase final daqui a cerca de cinco mil milhões de anos, transformando-se numa gigante vermelha. Nesta etapa, estrelas como o Sol expandem-se e tornam-se muito mais luminosas, podendo engolir planetas próximos. Embora o evento final seja distante, a Terra sentirá os primeiros efeitos já dentro de cerca de mil milhões de anos, quando o aumento gradual da radiação solar provocará a evaporação dos oceanos e o colapso das condições de vida.

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Mercúrio e Vénus serão completamente engolidos pela atmosfera do Sol, e mesmo que a Terra sobreviva fisicamente, o planeta tornar-se-á inóspito. A temperatura disparará, o equilíbrio climático entrará em colapso e a vida complexa deixará de existir. A radiação cada vez mais intensa irá destruir a capacidade da Terra de reter água, transformando-a num mundo seco e desolado muito antes da morte da estrela.

Após a fase de gigante vermelha, o Sol perderá suas camadas exteriores através de impulsos térmicos e transformações instáveis, até que no final se torne numa anã branca — um núcleo extremamente denso, aproximadamente do tamanho da Terra, mas com massa semelhante à atual. Sem reações nucleares, apenas calor residual permanecerá, libertando-se lentamente ao longo de milhares de milhões de anos, pode ler-se na Meteored.

Se a Terra ainda existir como corpo celeste, será apenas um pedaço estéril de rocha a orbitar este remanescente, sem atmosfera, sem água e sem vida. O sistema solar entrará numa fase calma e fria, e o Sol, outrora brilhante e vital, não passará de uma brasa ténue na escuridão.

Especialistas afirmam que, embora seja um destino distante, este cenário é inevitável segundo os modelos atuais da astrofísica. A ciência confirma que o fim do nosso planeta será dramático, mas começa muito antes da estrela morrer — e ninguém precisará de calendário para perceber que o futuro da Terra é, a longo prazo, limitado.

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