Saúde
O segredo do “mel de chocolate” que todos querem (e deviam) provar (faz bem à saúde)
Imagem: depositphotos.com
Investigadores brasileiros desenvolveram um novo produto que combina mel de abelhas nativas com resíduos de cacau, resultando num “mel de chocolate” rico em antioxidantes e compostos bioativos com potencial para a saúde e aplicações cosméticas.
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Cientistas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), no estado de São Paulo (Brasil), criaram um mel funcional que incorpora elementos do cacau tradicionalmente descartados na produção de chocolate. A técnica inovadora utiliza ultrassons para extrair compostos benéficos das cascas das sementes de cacau diretamente para o mel — sem recurso a solventes sintéticos.
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O produto, que pode ser consumido sozinho ou utilizado na culinária e em formulações cosméticas, foi descrito na revista ACS Sustainable Chemistry & Engineering, que destacou o estudo na sua capa.
Entre os compostos extraídos estão a teobromina e a cafeína, associados à saúde cardiovascular, bem como níveis aumentados de compostos fenólicos — conhecidos pelos seus efeitos antioxidantes e anti‑inflamatórios.
Segundo os investigadores, o sabor a chocolate é pronunciado e varia conforme a proporção de mel e casca de cacau utilizada. Estão previstos testes adicionais para avaliar o sabor e outras características sensoriais do produto.
Este processo destaca‑se pelo enfoque em química verde e sustentabilidade, dando valor a resíduos da indústria alimentar e promovendo a utilização de recursos naturais de forma mais eficiente. De acordo com a equipa, a técnica pode ser adaptada a diferentes tipos de mel local e até integrada em negócios cooperativos ou pequenas empresas que trabalhem com mel e cacau.
Os investigadores planeiam ainda estudar como a aplicação de ultrassons pode afetar a microbiologia do mel, com potencial para aumentar a estabilidade e a duração do produto sem recorrer a processos de pasteurização convencionais.
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