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Coimbra

“O Saco da Baixa” quer combater solidão no Centro Histórico de Coimbra (com vídeo)

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Foi hoje apresentado “O Saco da Baixa”, um projeto de integração e transformação social através das artes, promovido pela Associação Há Baixa no âmbito do programa Partis & Arts for Change. A apresentação decorreu no espaço da Associação Há Baixa, na Rua Eduardo Coelho, em Coimbra.

O Saco da Baixa é uma proposta que procura contribuir para atenuar a condição de isolamento social ou solidão da população idosa que habita no Centro Histórico de Coimbra, situação de isolamento que a pandemia de covid-19 veio agravar. Este projeto dirige-se a senhoras idosas residentes neste território e a mulheres desempregadas com mais de 55 anos, e vai contar com 10 oficinas ao longo de dois anos, com grupos de participantes compostos por aproximadamente 10 pessoas, explica Catarina Pires, da Associação Há Baixa e diretora artística do projeto.

Apesar de os homens também poderem participar neste projeto, Sílvia Ferreira, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, esclarece que o grande foco do projeto se debruça sobre as mulheres porque “é nesta faixa etária, em que os filhos já estão criados, que a mulher acaba por se fechar mais tempo em casa, e esta é também uma forma de se capacitarem. As mulheres têm muito a ensinar, mas terão muito a aprender nas oficinas com os artistas”.

O objetivo é criar um Laboratório Criativo Intergeracional na Baixa de Coimbra, e desta forma promover o encontro e o cruzamento entre as artes manuais tradicionalmente associadas à mulher, como a costura, bordado e tricot, e as práticas artísticas do Design gráfico e têxtil, da ilustração e da serigrafia, de artistas que promovem as oficinas. Assim a Associação Há Baixa pretende criar um espaço de encontro entre pessoas de várias gerações e com experiências de vida diversas.

As mulheres podem inscrever-se nas diversas oficinais que integram o projeto, mas algumas mulheres estão já sinalizadas em situação de isolamento como explica Cláudia Silva, da Associação Atlas – People like us que trabalha com idosas em isolamento que irão integrar este projeto.

Também João Francisco Campos, presidente da União de Freguesias de Coimbra, afirma que através da linha SOS Solidão da freguesia serão contactadas pessoas com mais de 65 anos e famílias referenciadas para dar a conhecer este projeto de combate ao isolamento.

O líder da autarquia  acrescenta que “este é um projeto que nasce da sociedade e para a sociedade, numa freguesia cada vez mais envelhecida, e temos de encarar esse problema e ajudar as pessoas a ter um envelhecimento mais ativo”.

A primeira oficina decorre no próximo sábado, 12 de junho, na Liga dos Combatentes, no Colégio da Graça, entre as 10 e as 17 horas e terá como tema “Que frutos quero prover ao mundo?”. Uma oficina de bordado e poesia com os artistas Lu Lessa Ventarola, Clarissa Serafim e Jorge Cabrera.

De 15 a 19 de junho decorre a oficina “Estendal de Memórias” com Joana Corker, entre as 14 e as 18 horas. De 6 a 8 de julho a oficina “Nós” de costura, bordado e serigrafia com Hamilton Francisco Babu e Catarina Pires. 

E a partir de setembro oficinas de design têxtil, desenho, entre outras artes com Ana Rita Albuquerque, Sérgio Rebelo, Pedro Pousada, Apostrophe & Slash, Ana Boavida, Ana Seia de Matos, e os artistas Sonoscopia & Lisa Simpson. 

Veja aqui o direto NDC da apresentação do projeto

 

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