Coimbra

“O rio agora é que manda”: Alerta máximo no Mondego, mas diques ainda resistem

NOTÍCIAS DE COIMBRA | 55 minutos atrás em 11-02-2026

As autoridades mantêm a população em alerta no Baixo Mondego, depois de o caudal do rio ter ultrapassado os 2 mil metros cúbicos por segundo.

Apesar do cenário preocupante, não foi registada, até ao momento, qualquer rutura nos diques.

“Não há rutura de qualquer dique, a infraestrutura ainda se mantém íntegra. Isto apesar do valor já registado de mais de 2 mil metros cúbicos por segundo”, disse Ricardo Domingos, comandante dos Bombeiros Voluntários de Coimbra. “Estamos com monitorização constante ao minuto, em interligação com a APA. O caudal vai alto, vai grande, mas ainda temos a integridade da obra hidráulica.”

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O comandante esclareceu ainda que as informações sobre um eventual colapso “não se confirmam” . Há “equipas em monitorização constante no terreno e não se confirma ainda qualquer tipo de anomalia”.

O risco maior está associado à margem esquerda do rio, mais habitacional, onde qualquer falha teria impacto direto na população. “A margem esquerda do Mondego é muito mais habitacional, ou seja, vai impactar mais com a população. A margem direita tem mais campo agrícola e o dano seria sempre um bocadinho menor”, explicou Ricardo Domingos.

As autoridades continuam a incentivar a população a manter-se informada e a cumprir as recomendações de segurança. “As instituições foram evacuadas, a população que quis sair, saiu de forma autónoma e livre. Estamos a fazer um trabalho incisivo de alerta à população”, disse o comandante.

Sobre a monitorização e o plano de contingência, Ricardo Domingos sublinhou: “Temos todas as margens do rio neste momento monitorizadas, equipas pré-posicionadas em colaboração com a ANEPC, o Serviço Municipal de Proteção Civil e os corpos de bombeiros da região. Estamos preparados para reagir caso aconteça alguma anomalia.”

O responsável frisou ainda que “o rio agora é que manda. Ultrapassámos a capacidade de obra e de segurança, e agora andamos a gerir a situação com a APA, tentando não pressionar mais a bacia, mas há coisas que não conseguimos controlar, como a chuva e a entrada de água.”

Equipas de socorro, incluindo mergulhadores dos Bombeiros de Mortágua, encontram-se no terreno a monitorizar áreas críticas, principalmente nas margens alagadas e campos agrícolas.

“Qualquer ponto onde haja possibilidade de saída de água já está preparado com plano de contingência. Estamos em prontidão, monitorizando minuto a minuto”, concluiu Ricardo Domingos, reiterando que a situação será gerida com máxima atenção e segurança.