O glitter — brilhante usado em festivais, festas e maquilhagem — pode fazer mal à pele se aplicado sem cuidados, alertam especialistas em dermatologia, especialmente quando se trata de partículas comuns feitas de microplásticos.
Estes brilhos, frequentemente vendidos em papelarias, são compostos por fragmentos de plástico e metal que não só podem irritar a pele como também agravar quadros de acne e alergias, sobretudo em áreas sensíveis como olhos e nariz.
Segundo dermatologistas, o maior problema não é apenas a composição em si, mas também a forma como o glitter é usado: colas inadequadas ou corantes artificiais podem contribuir para obstrução dos poros, vermelhidão e coceira, e até provocar irritações nos olhos se o produto migrar para a região.
Como alternativa mais segura e amiga do ambiente, cresce a aposta em glitter ecológico ou biodegradável feito a partir de materiais naturais como celulose vegetal. Estes brilhos sustentáveis degradam‑se mais rapidamente no ambiente do que os microplásticos convencionais e tendem a ser menos agressivos à pele, tornando‑se uma opção preferível para maquilhagem que pretende durar sem comprometer a saúde cutânea.
Dicas de especialistas para uso seguro:
- Prefira produtos cosméticos com glitter que sejam dermatologicamente testados e adequados para aplicação na pele;
- Evite aplicar partículas plásticas baratas compradas em papelarias, sobretudo perto dos olhos;
- Remova o glitter ao fim do dia com produtos suaves como água micelar, demaquilante bifásico ou óleo corporal, sem esfregar com força para não irritar a pele.
Com estas precauções e a opção por brilhos ecológicos, quem gosta de brilho pode continuar a usar glitter — mas de forma mais segura e sustentável para a pele e para o meio ambiente.