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O que já se sabe sobre o incêndio num bar de estância de ski na Suíça

Notícias de Coimbra com Lusa | 24 minutos atrás em 01-01-2026

As autoridades suíças estão a apurar as causas do incêndio que deflagrou num bar da estância de ski de Crans-Montana, na Suíça, que provocou pelo menos 40 mortos e 115 feridos.

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A maioria dos feridos, muitos deles graves, ocorreu quando o incêndio se alastrou pelo bar que estava cheio para celebrar a o novo ano.

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A estância de Crans-Montana é mais conhecida como um local internacional de ski e golfe. Durante a noite, o bar Le Constellation, passou de um local de folia para o local de uma das piores tragédias da Suíça.

Eis alguns pontos essenciais sobre o incêndio que deflagrou num bar da estância de ski de Crans-Montana, na Suíça, durante a noite de Passagem de Ano:

+++ Incêndio leva a tentativa desesperada de fuga +++

O incêndio começou por volta da 01:30 desta madrugada no interior do bar Le Constellation, em plenas celebrações de fim de ano.

Duas mulheres contaram ao canal francês BFMTV que estavam no interior do estabelecimento quando viram um barman a transportar uma barman aos ombros enquanto esta segurava uma vela acesa numa garrafa. As chamas propagaram-se, derrubando o teto de madeira, segundo disseram à estação.

As pessoas tentaram desesperadamente escapar da discoteca no subsolo subindo uma escada estreita e passando por uma porta estreita, formando uma multidão, disse uma das mulheres.

Outro jovem que estava no local disse que as pessoas partiram janelas para escapar ao incêndio e que algumas ficaram gravemente feridas, noticiou a BFMTV. Disse ter visto cerca de 20 pessoas a lutar para sair do fumo e das chamas, comparando o sucedido a um filme de terror.

+++ Incêndio faz pelo menos 40 mortos +++

O incêndio provocou a morte a cerca de 40 pessoas e feriu aproximadamente outras 115, anunciou hoje a polícia do cantão de Valais.

“Contamos cerca de 40 mortos e cerca de 115 feridos, a maioria em estado grave”, anunciou o chefe da polícia, Frédéric Gisler, durante uma conferência de imprensa em Sion (sudoeste da Suíça), enquanto ao seu lado o presidente da confederação, Guy Parmelin, referia que esta foi “uma das piores tragédias” que a Suíça já conheceu.

As vítimas sofreram queimaduras graves e inalação de fumo. Algumas foram levadas de avião para hospitais especializados de todo o país.

Em face da sobrecarga no sistema de saúde, as autoridades pediram à população que tenha cuidado nos próximos dias para evitar acidentes que possam sobrecarregar ainda mais os recursos médicos já saturados.

O governo suíço disse que já recebeu várias mensagens e telefonemas de condolências e solidariedade de governos após o incêndio e precisou que vários deles se ofereceram para receber feridos com queimaduras muito graves e extensas.

+++ “Até ao momento” não há portugueses entre as vítimas +++

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) afirmou que “até ao momento não há indicação de vítimas portuguesas”, mas é necessário esperar, tendo em conta o número de portugueses que vive na Suíça e no Cantão de Valais, onde ocorreu o incêndio.

A mesma fonte acrescentou que Portugal está a acompanhar a situação e em contacto com as autoridades suíças e salientou que os contactos de emergência para situações deste género não receberam qualquer pedido.

Na Suíça vivem 270 mil portugueses e no Cantão de Valais 64 mil.

Por seu turno, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, expressou solidariedade ao Presidente da Suíça, Guy Parmelin, “pela tragédia que assinalou a passagem do ano, provocando tantos mortos e feridos num momento que se desejaria ser de júbilo e de esperança”.

+++ UE em contacto com autoridades suíças para prestar assistência médica +++

A Comissão Europeia disse estar “em contacto” com as autoridades suíças para prestar assistência médica às vítimas do incêndio. A Suíça ativou o mecanismo de proteção civil da União Europeia (UE).

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que manifestou a sua “profunda tristeza” pela tragédia e afirmou que “a Europa está plenamente solidária com a Suíça”.

Por sua vez, o governo belga declarou que “agirá em solidariedade com as autoridades suíças” no âmbito do referido mecanismo. Indicou que vai disponibilizar tratamento nos seus hospitais a cinco doentes com queimaduras graves e dois que necessitem de cuidados intermédios.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Maxime Prévot, acrescentou que na manhã de sexta-feira enviarão uma equipa de apoio médico composta por um chefe de equipa, dois médicos e duas enfermeiras especializadas em queimaduras graves.

+++ Autoridades afastam possível atentado +++

Apesar de terem referido que era muito cedo para determinar a causa do incêndio, as autoridades suíças já descartaram a possibilidade de ter sido um atentado.

Estão em curso trabalhos para identificar as vítimas e informar as suas famílias, de acordo com o comandante da polícia do Cantão de Valais, Frédéric Gisler.

+++ Estância conta com pistas de ski a cerca de 3.000 metros de altitude +++

Crans Montana é uma estância de desportos de inverno que atrai turistas de todo o mundo – situada no coração dos Alpes suíços, cerca de 40 quilómetros a norte do Matterhorn, um dos mais famosos picos alpinos – e com uma população de cerca de 10.000 residentes.

Com pistas de ski a cerca de 3.000 metros de altitude no coração dos picos nevados e florestas de pinheiros da região de Valais, Crans-Montana é um dos melhores locais do circuito da Taça do Mundo.

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