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O quarto 3416 guarda o mistério de uma paixão fatal entre um modelo de Cantanhede e um cronista
Imagem: Facebook
O crime aconteceu poucos dias depois da passagem de ano de 2010 para 2011, em Nova Iorque. A 7 de janeiro de 2026, fez 15 anos aquando do homicídio.
A 7 de janeiro de 2011, no quarto 3416 do Hotel Intercontinental, nos EUA, o cronista social de 65 anos, Carlos Castro, é assassinado de forma brutal. O culpado é um modelo natural de Cantanhede, Renato Seabra. Foi morto e mutilado com um saca-rolhas.
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Mas a história entre ambos acontece um ano antes. Conheceram-se poucas semanas antes. O jovem recebeu de Castro uma mensagem no Facebook em 2010. “Oferecia-lhe ajuda para a sua carreira de modelo. Este aceitou a ajuda e o romance entre os dois começou logo a partir do primeiro encontro”, pode ler-se no Correio da Manhã. Na prisão leva uma vida exemplar. A mesma fonte refere que participa na confeção de roupas e ajuda na missa.
A mãe de Renato ainda chegou a viver em Nova Iorque, mas o elevado custo de vida obrigou-a a regressar a Portugal. Começou a visitá-lo de 3 em 3 meses.
Em 2013, Renato Seabra escreve uma carta: “Há dias que me sinto tão deprimido que não me apetece fazer nada. Nesta idade em que as pessoas fazem planos para a vida, eu somente posso rezar e pedir a Deus para fazer uma milagre e reduzir a minha sentença. Se Deus quiser, vai acontecer algo de bom. Tem de se ter fé”.
Em 2036, terá a primeira hipótese de sair em liberdade, mas só se os tribunais americanos assim o entenderem. Caso não seja aceite, o jovem continuará preso, sujeito a revalidações de dois em dois anos. No máximo, até ao final da sua vida.
Joana Seabra, deputada da Assembleia da República pela coligação Aliança Democrática (AD) mantém uma ligação próxima com o irmão, Renato Seabra, condenado pelo homicídio de Carlos Castro em 2011.
Atualmente, cumpre pena numa das cadeias de alta segurança mais rigorosas de Nova Iorque, a Clinton Correctional Facility, dividindo espaço com alguns dos piores criminosos do país. Condenado a uma pena mínima de 25 anos à prisão perpétua, Renato enfrenta duras condições: tem apenas uma hora de recreio por dia, já sofreu três surtos psicóticos, tentou suicidar-se e passa grande parte do tempo fechado na cela. Nos domingos, ajuda o padre nas missas, agarrando-se à fé.
Joana é um dos pilares da família, apoiando o irmão desde o início e ajudando a mãe, Odília, a lidar com a situação. Sempre que pode visita o irmão e mostra o seu apoio, pode ler-se no Correio da Manhã.
Além da vida familiar, Joana é ativa na política, integrando as comissões de Saúde e da Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, e presidindo à Comissão Política da Secção de Cantanhede do PSD desde dezembro de 2024. É também licenciada em Medicina.
A família mantém a esperança de que Renato possa vir a beneficiar de liberdade condicional em 2036, quando terá 46 anos. Até lá, o ex-modelo enfrenta dias difíceis, mas encontra na fé e no apoio da família razões para resistir à dura realidade da prisão.
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