Mundo

O polémico TikTok continua a dar que falar!

Notícias de Coimbra | 1 ano atrás em 17-03-2023

A aplicação TikTok tem somado, ao longo dos últimos anos, milhões de assinantes, mas também muitas polémicas, como a suspeita de ser usada como ferramenta de espionagem e desinformação a favor da China.

PUBLICIDADE

Nas últimas semanas, tem estado na mira de vários países, nos Estados Unidos, na União Europeia e no Reino Unido, que querem limitar a sua influência.

A agência francesa de notícias (AFP) fez uma resenha das polémicas em que esta rede tem estado envolvida nos últimos anos.

PUBLICIDADE

Sob pressão

O TikTok foi banido pela primeira vez na Índia em 2020, após confrontos mortais na fronteira do país com a China.

Nesse mesmo ano, a aplicação foi também ameaçada com uma proibição nos Estados Unidos, quando Donald Trump era presidente, que a acusou de fazer espionagem para a China.

PUBLICIDADE

publicidade

PUBLICIDADE

publicidade

Após um artigo do ‘website’ BuzzFeed, a rede social admitiu que os funcionários baseados na China tinham tido acesso a dados dos utilizadores norte-americanos, mas recusou tê-los transmitido ao Partido Comunista Chinês.

Numa tentativa de tranquilizar os utilizadores, a empresa prometeu aos norte-americanos e europeus que irá armazenar os dados no seu território, através de parceiros locais.

Mas o governo norte-americano e a Comissão Europeia, já em 2023, proibiram a utilização do TikTok nos dispositivos de trabalho dos seus funcionários.

Washington está agora a pressionar para conseguir uma proibição mais ampla, fazendo eco de uma ameaça de Donald Trump, em 2020.

Apesar de todas estas medidas, nada travou a ascensão recente do TikTok.

Mil milhões de de utilizadores

A plataforma tem agora mais de mil milhões de utilizadores ativos em todo o mundo, incluindo 125 milhões na União Europeia.

É a sexta plataforma social mais popular, segundo o último relatório do We Are Social, publicado em janeiro. É, igualmente, a plataforma com crescimento mais rápido, especialmente entre os mais jovens.

Acima de tudo, o TikTok supera todos os seus concorrentes na sua capacidade de atração. Em 2023, os utilizadores do Android utilizaram-no durante uma média de 23 horas e 28 minutos por mês.

Youtube ou Meta (Facebook, Instagram) têm tentado imitar o seu formato de vídeos curtos, em repetição continua, sem muito sucesso até agora.

Um algoritmo opaco

O TikTok tem sido capaz de atrair muitos ‘influencers’ (influenciadores), graças às possibilidades de edição de vídeo, aos filtros e ao poder do algoritmo. Estes ‘tiktokers’ – os mais conhecidos são Khaby Lame, Charli d’Amelio e Bella Poarch – conseguiram atrair muitas marcas para as suas contas.

Mas o algoritmo do TikTok continua a ser totalmente opaco.

Em janeiro, a revista Forbes revelou que os empregados da aplicação TikTok e Bytedance (a empresa mãe) utilizavam regularmente um botão para aumentar o número de visualizações de determinados conteúdos.

De acordo com o TikTok, que recentemente anunciou uma funcionalidade para explicar porque é proposto um vídeo em detrimento de outro, a promoção manual apenas diz respeito a uma pequena parte das recomendações.

 Desinformação

A aplicação, tal como outras redes sociais, enfrenta o desafio da moderação de conteúdos. E é regularmente acusada de acolher numerosos vídeos de desinformação, desafios perigosos e imagens com conotações sexuais, apesar de proibir a nudez.

Finalmente, a ferramenta NewsGuard, que avalia a credibilidade de notícias, concluiu, em setembro de 2022, que 20% dos vídeos que circulavam no TikTok sobre a invasão russa da Ucrânia, tiroteios escolares nos EUA e vacinas para a covid-19 eram falsos ou enganosos.

A AFP, que faz verificação de factos, é paga pelo TikTok em vários países da Ásia e Oceânia, Europa, Médio Oriente e América Latina de língua espanhola para verificar vídeos que potencialmente contenham informações falsas. Esses vídeos são retirados pelo Tiktok se as equipas da AFP provarem que a informação é falsa.

Related Images:

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE