O paracetamol e o ibuprofeno são medicamentos de venda livre amplamente utilizados para aliviar dores de cabeça, estados gripais e outros tipos de dores. Apesar de comuns e acessíveis, o uso prolongado ou indevido destes fármacos pode trazer sérios riscos à saúde, alertou recentemente a farmacêutica conhecida nas redes sociais como Anum.
Num vídeo publicado nas suas redes, a especialista explica que, embora os analgésicos sejam eficazes e úteis, é fundamental ter consciência dos perigos associados à sua toma diária. “Quando usados por um curto período para dores ocasionais, não há problema algum. O problema surge quando se depende destes medicamentos todos os dias sem avaliação médica”, explicou.
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A farmacêutica destaca que o paracetamol em excesso pode causar graves danos no fígado e nos rins, muitas vezes sem sinais imediatos, e alerta para a necessidade de procurar assistência médica caso surjam sintomas suspeitos. Já o ibuprofeno, quando usado de forma excessiva, pode provocar problemas digestivos, dores no estômago, distúrbios renais e cardiovasculares. “Nunca se deve tornar dependente, nem exceder a dose recomendada”, sublinhou.
Quanto à escolha entre os dois fármacos, a rede de saúde CUF recomenda que, em casos de dor ligeira, o paracetamol seja a primeira opção. Quando a dor estiver associada a inflamação, o ibuprofeno pode ser mais indicado, dependendo da situação clínica do doente. Existem ainda casos em que ambos podem ser tomados em conjunto, desde que respeitadas as doses recomendadas e com supervisão médica, sobretudo para grávidas ou pessoas com problemas cardíacos, renais ou hepáticos.
O ibuprofeno é frequentemente indicado para dores de costas, pescoço, ouvidos, dentes, dores menstruais, sinusite, entorses e distensões musculares. O paracetamol, por outro lado, é considerado seguro para a maioria das pessoas, incluindo grávidas e mulheres a amamentar.
A farmacêutica Anum reforça que, mesmo sendo medicamentos de fácil acesso, é sempre preferível consultar um médico antes de recorrer diariamente ao paracetamol ou ao ibuprofeno, garantindo assim a segurança e evitando complicações de saúde a longo prazo.
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