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O impacto da pandemia do novo coronavírus no comércio em Portugal

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Em Março deste ano, uma série de medidas restritivas desafiaram a dinâmica do comércio nacional. A pandemia mundial do novo coronavírus desenhou novos padrões de consumo, incrementou as lojas a retalho online, e incentivou inesperadamente o comércio de proximidade. Mercados emergentes, como o casino online Portugal, afirmaram a sua importância. Ao mesmo tempo, os consumidores foram condicionados por questões adversas, como o aumento do desemprego.

Quatro meses passados, observa-se a forma como a pandemia teve impacto no comércio retalhista em Portugal.

O Consumo Explicado em Quatro Fases de Impacto

Segundo análises da Nielsen, a pandemia teve quatro fases de impacto. Analisemos a segunda, terceira e quarta fases em Portugal.

Armazenamento

O ano de 2020 nasce com a notícia de um novo coronavírus. À medida que a doença se propaga pelo mundo, os portugueses preparam-se para a possibilidade de um isolamento social obrigatório. A corrida ao armazenamento de bens de primeira necessidade faz-se sentir claramente entre 24 de Fevereiro e 15 de Março.

Os consumidores afluíram aos supermercados e grandes superfícies, como os principais centros de comércio a retalho. O mercado viu então um crescimento de 31% em relação ao mesmo período em 2019, incentivado principalmente pela compra de alimentos e produtos de limpeza e higiene pessoal.

Quarentena

O vírus chegou a Portugal no início de Março, obrigando o governo a decretar o Estado de Emergência no dia 18 desse mês. Várias medidas restritivas foram impostas, de forma a atrasar a propagação do vírus. O governo incentivou do isolamento social e o trabalho a partir de casa, e decretou o fecho de estabelecimentos não essenciais.

A fase de Quarentena durou seis semanas. Abril foi um mês negro para o comércio a retalho, com uma diminuição de 21,6% das vendas. Segundo dados do INE, os indicadores de clima económico e de confiança dos consumidores atingiram, neste mês, níveis mínimos.

Contudo, quando se fecha uma porta, abre-se sempre uma janela. As grandes superfícies perderam o protagonismo entre os consumidores, mas, em compensação, houve uma forte dinamização dos comércios de proximidade e das vendas online.

Nova Normalidade

O dia 2 de Maio põe fim ao Estado de Emergência e inaugura o Estado de Calamidade. Com a reabertura gradual dos comércios não essenciais, os indicadores de confiança e de clima económico viram um aumento. No início de Junho, os níveis de consumo atingiam já um 82% em relação à fase anterior ao Covid-19.

Contudo, e apesar dos sinais de melhoria, a reabertura dos estabelecimentos não significa o retorno imediato da actividade económica dinâmica. A subida da taxa de desemprego e do número de trabalhadores em regime de lay-off mantém-se um problema. Além disso, o comércio internacional e turismo encontram-se ainda estancados.

Apesar do governo estar a trabalhar num plano de recuperação económica, um estudo da Cushman & Wakefield prevê que a actividade do comércio a retalho necessitará de um a dois anos para recuperar-se completamente. A questão é: voltará o comércio alguma vez a ser o que era?

Resiliência e Re-invenção

A adversidade descobre a resiliência. A pandemia  motivou novas formas de comércio online e, simultânea e paradoxalmente, práticas de comércio mais humanas.

Afirmação do Comércio Online

Os empreendimentos online têm cada vez mais visibilidade no país. Tomemos o exemplo dos casinos online, em franco crescimento desde há uns anos. Martim Nabeiro, autor especialista no ramo dos jogos de azar, afirma que “em tempos de distanciamento social, (…) os jogos online têm-se tornado uma ótima forma de socialização.”

Não só os jogos de azar como também outras áreas de entretenimento e cultura viram um aumento das compras online em mais de 60% nos últimos meses devido ao coronavírus. O comércio alimentar e a retalho, por sua vez, cresceu online em mais de 41%, e a restauração e serviço de take away em mais de 40%.

Podemos dizer que a quarentena motivou novos desejos e necessidades, e que a internet respondeu a esses novos padrões  de consumo. Segundo uma análise da empresa Group M, publicada pelo Expresso a 16 de Junho, o tempo que os portugueses passam na internet aumentou em 62%. Em média, 32% do tempo online é gasto em compras, e o mesmo estudo verificou, em Março, um impressionante aumento de 513 % nas pesquisas de compras online.

Renascimento do comércio local

São vários os motivos que incentivaram os portugueses a comprar localmente, desde a procura de deslocações o mais curtas possível, à solidariedade para com os donos de pequenos comércios, ou ao desejo de comprar produtos frescos e de qualidade. Para lá dos motivos, os números falam por si:  72% dos portugueses passaram a frequentar comércios locais, e um em cada três pretende continuar a comprar localmente mesmo depois da volta à normalidade.

Conclusão

Os portugueses responderam ao desafio da pandemia com um mercado inovador e mais humano. Contra toda a adversidade, existe um otimismo legítimo no comércio a retalho em Portugal.

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