Está dentro de casa, enrolado numa manta, a beber algo quente. De repente, precisa de sair e, ao abrir a porta, o ar frio bate-lhe na cara. “Está um gelo!”, pensa. Mas, segundo a física, o frio que sente não existe da forma que imagina.
De acordo com especialistas, o que sentimos como frio é, na verdade, a perda de calor do corpo para o ambiente. Tudo se resume à energia térmica — a energia associada ao movimento das partículas dos objetos. Quanto mais rápido se movem essas partículas, mais quente percebemos algo; quanto mais devagar, mais frio.
“Não podemos adicionar frio a um objeto, apenas retirar calor dele”, explica um físico. Um exemplo claro é o frigorífico: ao contrário do que o nome sugere, não cria frio, mas extrai calor dos alimentos, que é liberado na parte de trás do aparelho, pode ler-se na National Geographic.
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A sensação de frio é também uma forma de proteção do corpo. Quando sentimos que estamos a perder calor, começamos a tremer, a pele eriça-se e os vasos sanguíneos contraem-se, mecanismos que ajudam a conservar energia térmica interna.
Mesmo o zero absoluto — a temperatura mais baixa possível, onde não resta qualquer energia térmica — não é “frio” no sentido físico, apenas ausência total de calor. Ainda assim, o cérebro interpreta a perda de calor como frio, tornando a experiência real para quem a sente.
Portanto, da próxima vez que sentir aquele choque gelado ao sair de casa, lembre-se: o que está a sentir é calor a sair, não frio a entrar.
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