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“O esquecimento da região de Coimbra é incompreensível”, alerta Santana Lopes (com vídeos)

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“Economia Azul, Presente e Futuro” é o mote do seminário promovido pela Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra que está a decorrer durante esta quarta-feira, 19 de outubro, no Auditório Municipal da Figueira da Foz. Na sessão de abertura, Pedro Santana Lopes, presidente da Câmara Municipal, disse estar esperançoso de que o governo tome uma decisão relativamente à “situação de desigualdade” na região de Coimbra no que toca ao investimento. 

“O esquecimento desta região do país é incompreensível”, começou por reforçar o edil da autarquia, dirigindo-se ao secretário de Estado do Mar, José Maria Costa, que também marcou presença no seminário. O presidente adiantou ainda que da costa portuguesa, desde a capital até Matosinhos, “não existe uma marina como deve ser” que receba navios de determinada dimensão, barcos, embarcações de recreio, entre outras.

“Quero transmitir a enorme esperança deste seu propósito, não deixando esta parcela no centro do país em situação de desigualdade. Temos esperança em si e na capacidade do governo de tomar uma boa decisão”, concluiu.

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, Emílio Torrão, destacou a vontade de promover o empreendedorismo, o emprego e a inovação, em particular na bioeconomia do mar. “Com este objetivo em mente, e com o apoio do governo, vamos criar um polo tecnológico e empresarial ligado ao mar, o Hub Atlantic Coast, que potencie a criação de valor no território, envolvendo entidades da área científica e tecnológica, assim como os agentes públicos e privados”, frisou.

O secretário do Estado do Mar, José Maria Costa, mencionou que “será dado todo o apoio para a construção da Hub Azul, ou seja, a conjugação de centros de investigação com as empresas e com as próprias autarquias, procurando desenvolver este Hub Azul no âmbito do novo quadro comunitário de apoio”, disse, acrescentando que “há ainda uma outra área que esta região pode aproveitar que são as energias renováveis oceânicas offshore”.

“Já existem pretensões de alguns tecnólogos internacionais para uma exploração de offshore atlântico que pode ter um grande impulso, nomeadamente no porto da Figueira da Foz, e também numa fileira industrial a ser constituída, o que daria um grande dinamismo do ponto de vista económico a toda a região. Por outro lado, a congregação daquilo que são os esforços do meio comunitário e académico, nomeadamente da Universidade de Coimbra e do Politécnico de Coimbra, que podem ter um papel muito importante junto da Comunidade Intermunicipal no sentido, também, de ser um fator de capacitação e apoio à literacia para o mar”, disse.

Sem esquecer a questão das marinas, avançou que “há claro um conjunto de infraestruturas que podem e devem ser melhoradas”. “A nível nacional, já está a ser feita a identificação de todas as marinas da costa portuguesa para termos um plano de requalificação para que as nossas marinas sejam mais sustentáveis e também elas mais atrativas”, assegurou.

 Veja os vídeos do NDC:

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