Crimes
O crime que ainda choca Portugal: Paga 153 mil euros para manda matar o marido
Imagem: Rodrigo Cabrita
Maria das Dores Correia Alpalhão Pereira da Cruz, antiga socialite, confessou ter encomendado a morte do marido, Paulo Pereira da Cruz, anos depois do crime.
O empresário, de 44 anos, foi encontrado morto num apartamento de luxo em Lisboa, vítima de uma agressão brutal. Dois homens, que se apresentaram como técnicos para substituir torneiras, atacaram-no com uma marreta de quase cinco quilos.
Paulo sofreu múltiplos ferimentos no crânio, tórax, braços e ombros, ficando inconsciente. Para garantir a morte, os agressores colocaram um saco de plástico na cabeça da vítima, atando-o com um fio elétrico. A autópsia confirmou que os golpes e a asfixia foram a causa direta do óbito.
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A ordem para o homicídio foi dada por Maria das Dores, então casada com Paulo há quase uma década. A morte foi planejada numa breve chamada telefónica, e os autores do crime receberam 153 mil euros pelo ato.
Durante o julgamento, Maria das Dores nunca admitiu a autoria do crime. Só dez anos mais tarde, em livro publicado em 2019, assumiu ter encomendado a morte do marido. Virgínia Lopes, jornalista que acompanhou o processo, recorda que inicialmente a arguida disse apenas ter pedido que Paulo fosse agredido, admitindo posteriormente que a intenção era matá-lo.
Maria das Dores foi condenada a 21 anos de prisão por homicídio qualificado, tendo cumprido 16 anos. Está em liberdade desde outubro de 2023. Hoje, mantém-se afastada da vida pública, longe da fama e atenção que procurava no passado.
O crime, marcado pela extrema violência e pelo planeamento frio, continua a ser lembrado como um dos casos criminais mais chocantes de Portugal, e é agora recordado no podcast “Aqui Há Crime”, que explora todos os detalhes da investigação e do julgamento.