Muitas pessoas acreditam que o cabelo pode “parar” de crescer quando, após vários meses, o comprimento permanece inalterado. No entanto, segundo especialistas, essa perceção nem sempre corresponde à realidade.
Em condições normais de saúde, o cabelo nunca deixa de crescer. Em média, cresce entre 0,5 e 2 centímetros por mês, embora esse ritmo varie consoante a origem étnica, a genética e o estado geral do cabelo. A interrupção real do crescimento só ocorre em situações específicas, como doenças, desequilíbrios hormonais ou tratamentos médicos agressivos, como a quimioterapia.
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A explicação mais comum está na quebra do fio. Quando o cabelo se encontra fragilizado, quebradiço ou com pontas espigadas, o crescimento na raiz acontece, mas o comprimento perde-se nas extremidades. O resultado é um cabelo que aparenta não crescer, explicam os cabelereiros Jean Louis David.
Entre os principais fatores que contribuem para esta fragilidade estão:
- Agressões externas, como poluição, exposição solar excessiva ou água calcária;
- Processos químicos, incluindo colorações, descolorações, alisamentos ou permanentes;
- Hábitos de penteado inadequados, como desembaraçar de forma agressiva ou o uso frequente de ferramentas de calor.
Os especialistas recomendam cuidados regulares e adequados ao tipo de cabelo. A massagem do couro cabeludo, feita com suavidade, ajuda a ativar a microcirculação e facilita a absorção de nutrientes essenciais. O corte das pontas a cada três meses também é fundamental para evitar a quebra progressiva do fio.
Além disso, uma vida saudável e equilibrada, com boa alimentação, descanso adequado e gestão do stress, continua a ser apontada como um dos fatores mais importantes para manter o cabelo forte, saudável e em crescimento contínuo.
Em resumo, quando o cabelo parece não crescer, o problema raramente está na raiz — mas sim nos cuidados ao longo do comprimento.
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