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“Nunca pensei estar a viver na rua”. Mãe e filho vivem há 4 meses numa tenda

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Amélia Ferreira, de 66 anos, vive com o filho, Daniel Tato, de 41, numa tenda, na praia de Matosinhos, desde setembro de 2022. A família está sinalizada por várias entidades, mas continuam sem teto.

“Nunca pensei estar a viver na rua. Tenho frio e medo. É desumano”, desabafa a mulher. “Pedem 800 a 1000 euros por uma casa, fiador e dois meses de caução. É assustador”, afirma Daniel que é desempregado e recebe o rendimento mínimo, ou seja, 189 euros.

Durante 16 anos, Amélia viveu numa casa arrendada, mas foi obrigada a sair da habitação. “O senhorio morreu e a herdeira colocou uma ação de despejo, que se concretizou em julho. A mulher, que recebe cerca de 500 euros de reforma e pensão de viuvez, gastou as poupanças em quartos alugados”, adianta o Correio da Manhã.

“E não tenho possibilidade de pagar o que pedem por um quarto ou uma casinha”, indicou Amélia àquele jornal. “Estamos com a vida suspensa. Eu estou em idade ativa, mas a viver numa tenda, não tenho condições de me apresentar dignamente num emprego”, refere o filho.

Mãe e filho almoçam e tratam da higiene pessoal no

É no Lar de Santana que mãe e filho tratam da sua higiene oral. “À noite, vamos beber café com leite para nos aquecer. Às vezes, é tanto frio…”, relatou a mulher, que diz não ter apoio de familiares.

A Câmara Municipal de Matosinhos explicou que esta família tem acompanhamento social.

Em Vila Nova de Gaia, há um pedido de habitação como sem-abrigo que, segundo a autarquia, é habitualmente respondido pela Segurança Social, para a qual essa “é uma competência dos municípios”, pode ler-se na notícia.

FOTO: André Rolo / Global Imagens

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