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“Nunca deixamos de ser mães”: Aos 98 anos, entrou num lar para continuar a cuidar do filho

Notícias de Coimbra | 23 minutos atrás em 13-02-2026

Aos 98 anos, mudou-se para um lar para continuar a cuidar do filho de 80

A história de Ada Keating emocionou o Reino Unido e tornou-se um símbolo do amor incondicional entre mãe e filho. Em 2017, aos 98 anos, decidiu entrar voluntariamente num lar em Liverpool para permanecer ao lado de Tom, o filho de 80 anos, que se tinha mudado para a instituição no ano anterior por necessitar de cuidados permanentes.

Ada e Tom sempre viveram juntos. Solteiro ao longo da vida, Tom contou sempre com a presença constante da mãe. Quando a idade e as necessidades de saúde tornaram inevitável a ida para o lar — o Moss View Care Home — Ada não hesitou em tomar a mesma decisão. Queria garantir que o filho não se sentia sozinho e continuar a acompanhá-lo de perto no dia a dia, conta ao Liverpool Eco.

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Antiga enfermeira, Ada mantinha pequenos gestos de cuidado que marcaram a rotina de ambos. Todas as noites fazia questão de lhe dar as boas-noites e, de manhã, regressava ao quarto para o cumprimentar. Em declarações ao jornal Liverpool Echo, afirmava com convicção: “Nunca deixamos de ser mães.”

A cumplicidade era evidente para funcionários e residentes. Passavam o tempo juntos a jogar cartas, a conversar e a ver televisão. O diretor da instituição destacou, na altura, a forte ligação entre os dois, descrevendo-os como inseparáveis — uma situação rara num contexto de lar.

Tom, que trabalhou como pintor e decorador antes de se reformar, dizia sentir-se feliz por ter a mãe por perto com maior frequência. A presença de Ada trouxe-lhe conforto numa fase mais frágil da vida.

Tom viria a falecer em dezembro de 2019, aos 82 anos. Três meses depois, em fevereiro de 2020, Ada morreu aos 101 anos. A história dos dois ficou como exemplo de dedicação e de um laço familiar que resistiu ao tempo e à idade.