Educação

Novo presidente da Associação Académica de Coimbra quer participação na luta política

Notícias de Coimbra com Lusa | 3 meses atrás em 07-12-2023

O novo presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), Renato Daniel, que toma posse na segunda-feira, defende uma luta conjunta com outras associações estudantis e quer apresentar propostas aos partidos antes das legislativas.

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Renato Daniel, de 23 anos, vice-presidente da direção-geral que agora termina o seu mandato, é estudante em Gestão e Economia de Saúde na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), depois de se ter licenciado em Bioquímica e ter tirado um mestrado em Economia.

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Apesar de admitir que há alguma continuidade face à atual direção, de que também faz parte, Renato Daniel afirmou à agência Lusa que há “algumas divergências em termos políticos”, propondo ingressar no Conselho das Associações Académicas Portuguesas (CAAP), uma postura contra a posição tomada anteriormente pela AAC e em Assembleia Magna.

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“Face à atual conjuntura política, temos de tentar aliar-nos a outras associações académicas para fortalecer a luta dos estudantes. Se queremos concretizar algumas das nossas propostas, a Associação Académica sozinha não tem força suficiente para lutar contra algumas matérias”, disse o novo presidente da AAC.

Para o dirigente estudantil, é fundamental a cooperação para que haja “uma participação na política nacional por parte da Associação Académica” e o CAAP será “um dos aliados preferenciais”.

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Com eleições legislativas em março de 2024, Renato Daniel pretende também apresentar, após a tomada de posse, um plano de propostas concretas em várias áreas, que pretende apresentar a todos os partidos com exceção do Chega (determinado por uma deliberação em Assembleia Magna).

Também para as europeias, o futuro presidente pretende assumir “um posicionamento político” e apresentar propostas pensadas para o contexto europeu.

Num ano que será também marcado pelos 50 anos do 25 de Abril, Renato Daniel irá apresentar um programa financeiro e de apoio logístico para iniciativas das secções culturais da AAC que assinalem a Revolução dos Cravos, tendo como bandeira também a recriação da final da Taça de Portugal de 1969.

“Antes do 25 de Abril, houve uma crise académica e era importante relembrar o papel que esta teve. Gostaríamos de colocar Benfica e Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol a recriar essa final da Taça, desta feita com chefe de Estado, que não esteve presente há 55 anos”, salientou.

O objetivo será fazer a recriação no Estádio Cidade de Coimbra, querendo conciliar agendas e sinergias entre a AAC e os dois clubes de futebol para “tornar este momento viável”, vincou.

Para Renato Daniel, haverá uma continuidade na postura crítica face ao processo de revisão do Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES), em que defende uma maior representatividade dos estudantes nos órgãos de gestão das universidades e um repensar da eleição do reitor que, de momento, é eleito apenas pelos votos dos membros do Conselho Geral.

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