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Coimbra

Novo livro sobre doença do Pé Diabético alerta cirurgiões gerais para o tratamento precoce

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A relevância do tratamento do pé diabético numa fase inicial pelos médicos cirurgiões foi o tema mais destacado hoje em Coimbra durante a apresentação do livro “Pé diabético – Recomendações para o diagnóstico, profilaxia e tratamento”, da autoria de C. Costa Almeida, José Neves, C.E. Costa Almeida, Luís Silveira, A. Pratas Balhau e Aida Paulino.

A apresentação, que decorreu hoje na na Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) e a que o Notícias de Coimbra assistiu via transmissão online, teve a participação de Carlos Cortes, que enfatizou a importância “dar também atenção a outras doenças para além da covid-19” e por isso “este livro vem contra a corrente e mostra que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) terá de ter outras preocupações” mesmo em tempo de pandemia.

Costa Almeida, co-autores do livro, disse que em caso dos doentes diabéticos “recorrer ao cirurgião só quando é para amputar é profundamente errado” e que mais cirurgiões gerais devem conhecer a patologia.  Acrescentou que o novo livro é maioritariamente “prático, embora também contenha informações teóricas para “diagnóstico, profilaxia e tratamento. O objectivo é impedir que o pé do diabético se transforme em pé diabético” – disse o autor, que é cirurgião geral e vascular, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra,  ex-diretor do Serviço de Cirurgia do Hospital Geral (Covões) do CHUC.

O vogal da direção da Sociedade Portuguesa de Cirurgia,  Carlos Eduardo Almeida realçou que “todos os esforços devem ser feitos para evitar a amputação” e que”hoje em dia ainda há cirurgiões não sabem abordar o pé diabético. O pé diabético é tão urgente como uma apendicite” – afirmou realçando que “a medicina está baseada no ego do medico e isso não pode acontecer”.

A Sociedade Portuguesa de Cirurgia tem de ter um papel relevante no tratamento de pé diabético e tornar esta patologia em intrevenção de primeira prioridade porque, entende Carlos Eduardo Almeida, “o tratamento do pé diabético é uma obrigação do cirurgião. O objectivo é termos mais doentes diabéticos a caminhar pelos seus próprios pés.”

José Neves Paulos Antunes recordou que Coimbra faz parte da historia da cirurgia vascular, Coimbra e que “até há não muito tempo os diabéticos morriam das complicações endócrinas e da grangrena mas hoje em dia há tratamentos”.

O anterior responsável pela Unidade de Internamento de Pé Diabético do Centro Hospitalar de Lisboa Central – Hospital Curry Cabral e cirurgião geral e vascular alertou para o facto de haver “463 milhoes de diabéticos no mundo e de Portugal ser “um dos países com mais casos” com 10,6%  entre a população adulta entre os 20 e s 39 anos”

Paulos Antunes realçou ainda o papel fulcral da neuropatia sensitiva do pé diabético e disse que é preciso mudar o comportamento do doente que “só pede ajuda quando a ulcera rebenta e provoca dor e vai às urgências”.

Luis Silveira, também autor e médico, realçou a importância da evolução histórica e dos tratamentos básicos do tratamento do pé diabético, que “demoraram muitos anos a tornarem-se procedimentos comuns”. Destacou um dos momentos mais importantes do tratamento da diabetes: a descoberta da insulina.

A moderação da apresentação do livro foi da responsabilidade de Pratas Balhau, médico e coordenador do Capítulo de Cirurgia Vascular da Sociedade Portuguesa de Cirurgia (SPCIR) que revelou já terem sido “mais de 200 livros até agora”. Os interessados em receber, posteriormente, o livro deverão preencher o formulário disponibilizado pela SRCOM. MGP

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