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Novo Arquivo Municipal de Coimbra vai nascer nas instalações do antigo Hospital Pediátrico

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O presidente da Câmara Municipal (CM) de Coimbra, Manuel Machado, aprovou o anteprojeto de arquitetura do novo Arquivo Municipal de Coimbra, que irá nascer nos pavilhões das consultas externas do antigo Hospital Pediátrico, construídos em terreno municipal. Com a entrada em funcionamento do novo Hospital Pediátrico, este imóvel deixou de estar afeto aos fins para o qual foi cedido, gratuitamente, pela autarquia, em dezembro de 1992, estando previsto na escritura que, finda essa utilização, o terreno cedido revertia novamente para o município.

A CM Coimbra pretende criar um novo Arquivo Municipal, através da adaptação de pavilhões do antigo Hospital Pediátrico, construídos em terreno municipal, num lote de aproximadamente 5400m2, que confrontam a sul e nascente com o terreno do antigo Hospital Pediátrico, a poente com a Alameda Armando Gonçalves e a norte com a urbanização servida pela Rua de São Teotónio

Para esta nova função vão ser readaptados cinco pavilhões, interligados entre si por rampas e galerias cobertas, que integram uns arrumos/garagem em estado de pré-ruína, que se pretende demolir, e um edifício circular, onde funcionava o antigo bar, que vai ser recuperado para o mesmo fim. Os pavilhões encontram-se, na sua maioria, em relativo bom estado de conservação, à exceção do pavilhão 2 que apresenta um assentamento das fundações e das galerias de ligação que têm as paredes e os pavimentos degradados.

O anteprojeto de arquitetura prevê a ampliação das instalações e a ocupação dos espaços existentes entre os pavilhões. Desta forma, a proposta passa por destinar o pavilhão 1 para gabinetes de técnicos, sala de reuniões e sala de consulta/leitura aberta ao público (sendo que estes espaços serão apoiados por instalações sanitárias públicas), uma sala de digitalização e um espaço para reprografia. Já o pavilhão 2 vai acolher gabinetes e espaços de tratamento da documentação, estando previsto ainda um espaço de triagem e outro de restauro de documentos, e um balneário com duche e espaço para cacifos. Os pavilhões 3, 4 e 5 e os espaços intermédios vão acolher os depósitos e o arquivo de documentação. O acesso ao edifício prevê uma solução direta ou por rampa para pessoas com mobilidade condicionada. Com esta disposição, é possível definir três circuitos independentes: o circuito da documentação, o circuito dos funcionários e os circuitos dos munícipes/público.

 

Está prevista que a reabilitação do imóvel demore 12 meses, sendo que esta estimativa poderá variar em função das condições reais do estado do edifício e dos projetos de especialidade, e estimado um investimento de dois milhões de euros para esta intervenção. Atendendo às grandes exigências deste projeto ao nível térmico, pela necessidade de controlo efetivo da temperatura por causa da documentação, e consequentemente de aquecimento, ventilação, ar condicionado, de proteção contra incêndios, contra intrusão, e outros, propõe-se que o desenvolvimento dos projetos das especialidades seja efetuado por uma equipa externa à autarquia, através de uma aquisição de serviços.

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