Política

Nova indisposição de Ventura e confiança na vitória da AD e PS marcam 12.º dia de campanha

Notícias de Coimbra com Lusa | 9 meses atrás em 15-05-2025

O penúltimo dia da campanha foi hoje marcado por uma nova indisposição de André Ventura e pela tradicional descida da rua de Santa Catarina, no Porto, pela AD e PS com os líderes partidários a manifestarem confiança na vitória.

Ao décimo segundo dia da campanha para as eleições legislativas, o presidente do PSD manifestou-se confiante de que os portugueses lhe vão dar condições para continuar o trabalho do Governo, na arruada de Santa Catarina, na qual andou às cavalitas e saltou a pedido da JSD.

“Creio que os portugueses e as portuguesas, tranquilamente, com serenidade de um povo que foi sempre muito inteligente e muito profundo na sua avaliação, vão dar as condições de que precisamos para dar as respostas em todas as áreas que as pessoas precisam”, afirmou Luís Montenegro.

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Durante a manhã, o presidente do PSD tinha afirmado que fez “tudo o que podia” para que os portugueses votem “por uma maioria que garanta estabilidade”, mas desdramatizou se os resultados eleitorais não permitirem esse caminho.

Também pelo distrito do Porto andou a caravana do PS, onde num almoço em Paços de Ferreira para quase mil pessoas Pedro Nuno Santos apelou ao voto dos indecisos e aos que acreditam no PS para que não falhem a votação no domingo.

Já em Santa Catarina, o líder socialista considerou “uma loucura” a tradicional arruada do partido, concluindo que isso mostra que o PS vai ganhar as eleições.

Em Amarante, o líder da IL criticou quem apela ao “voto útil”, considerando que é utilizado por quem “fez muito pouco, para ganhar na secretaria”, e pediu antes um “voto forte” no seu partido para “uma governação de quatro anos”.

Rui Rocha considerou ainda que “os portugueses estão cansados de crise política” e garantiu estar comprometido “para uma governação de quatro anos”.

No Barreiro (Setúbal), onde brindou ao povo, que é “o verdadeiro” farol, o secretário-geral do PCP disse que a CDU é a única força na campanha que não foge “um milímetro” daquilo que importa.

No final da descida do Chiado, em Lisboa, Paulo Raimundo disse que a CDU trouxe a vida e a denúncia das injustiças para a campanha .

Num dia dedicado a ações de rua em Lisboa, o porta-voz do Livre, Rui Tavares, afirmou que o papel do PS é tirar votos à AD e não ao Livre e o papel do Livre é disputar o quarto lugar com a Iniciativa Liberal.

No Porto, a coordenadora nacional do BE apelou ao voto no seu partido para forçar o secretário-geral do PS a ceder à proposta de tetos máximos nas rendas, pedindo aos indecisos que rejeitem a “conversa das impossibilidades”.

Em Vila Nova de Famalicão, Braga, a porta-voz do PAN, Inês Sousa Real, afirmou que na próxima legislatura vai lutar por um compromisso suprapartidário contra a violência doméstica, com medidas concretas proteger as vítimas.

O presidente do Chega voltou a sentir-se mal hoje, durante uma arruada em Odemira, distrito de Beja, depois de uma primeira indisposição na terça-feira à noite que o levou a passar essa noite em observação no Hospital de Faro.

André Ventura foi inicialmente transportado de ambulância para o centro de saúde de Odemira, sendo reencaminhado para as urgências do Hospital do Litoral Alentejano (HLA), em Santiago do Cacém, e depois transferido para o hospital de Setúbal para efetuar um cateterismo.

Neste penúltimo dia da campanha, o partido Ergue-te viu o presidente da Câmara de Lisboa a opor-se ao pedido da manifestação para sexta-feira no Martim Moniz. Carlos Moedas baseou-se no parecer da PSP de Lisboa, tendo em conta o “risco real e fundado de perturbação da ordem pública”.

Apesar desta oposição, o presidente do Ergue-te já afirmou que se vai manter ação de encerramento da campanha na praça Martim Moniz.